Dois empresários são presos em Salvador em operação que investiga esquema de fraude em importações no Aeroporto de Fortaleza
Operação Snooker 2 cumpriu três mandados de prisão preventiva, além de 15 de busca e apreensão em três cidades cearenses além da capital baiana

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Federal prendeu dois empresários em Salvador durante desdobramentos da Operação Snooker 2, nesta terça-feira (25), que investiga a atuação de uma organização criminosa envolvida em corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes relacionadas a operações de importação no Aeroporto Internacional de Fortaleza.
De acordo com fontes, os empresários presos na capital baiana foram identificados como Hugo Mendonça Andrade Santos e Rodolfo Sérgio Martins Maia Filho.
No total, três mandados de prisão preventiva foram cumpridos, além de 15 de busca e apreensão nas seguintes cidades cearenses, além de Salvador: Fortaleza, Caucacia e Eusébio.
A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio de ativos financeiros, sequestro de imóveis e bloqueio de veículos. Foram movimentados mais de R$ 27 milhões, além da aquisição de cerca de R$ 31,8 milhões em criptoativos. Os valores são considerados incompatíveis com as receitas que foram declaradas pelos acusados.
O desdobramento da operação acontece de novos elementos probatórios obtidos nas investigações da Operação Snooker, que teve a primeira fase iniciada em setembro de 2025.
As investigações ainda apontaram a necessidade de adoção de medidas cautelares para interromper o possível segmento das atividades ilícitas, no intuito de aprofundar a coleta de provas sobre a eventual participação de outros investigados.
A Operação Snooker também tem como objetivo reunir evidências relacionadas à atuação de profissionais vinculados ao setor de importação que atuam no Aeroporto Internacional de Fortaleza, assim como esclarecer movimentações financeiras que era eventualmente usadas para esconder os recursos obtidos de maneira ilícita.
Os relatórios técnicos obtidos na operação apontam que o grupo teria se formado através da criação de novas empresas usadas para dar segmento as operações financeiras suspeitas.
Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação.



