E-mail de CEO da Sports Media provoca revolta de clubes da FFU, diz coluna
Em nota, Bruno Pimenta determinou que a empresa não pode dificultar saída de clubes do bloco

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O e-mail em que o CEO da Sports Media, Bruno Pimenta, sugeriu ao clubes de Futebol Forte União (FFU) que a empresa tinha um canal aberto com os conselheiros do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) causou revolta ao pretendido e gerou revolta entre os times. Os dirigentes acusam a Sports Media de ter criado o problema que agora os ameaça.
Segundo a coluna Grande Angular, do jornal Metrópoles, Bruno Pimenta divulgou a "nota de esclarecimento" na sexta-feira (26), poucas horas após o Cade determinar que a empresa não pode dificultar a saída de clubes do bloco. No comunicado, o CEO da Sports Media afirmou que a equipe jurídica "já está em contato com os conselheiros da autarquia" e que eles mesmo podem julgar o caso.
Na nota também diz que os conselheiros, "assim como" a empresa, teriam sido “pegos de surpresa pela decisão”. O CEO concluiu que acreditava que a medida seria revista “muito em breve”. A frase, lida por dirigentes como uma insinuação de influência sobre a instância que ainda pode reavaliar o caso, foi o estopim. No sábado (27/6), o e-mail virou um fórum aberto de revolta, com presidentes e executivos de clubes das Séries A, B e C respondendo a todos.
Uma das primeiras respostas veio do presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, que declarou que este "é o momento de parar de tapar o sol com a peneira".
"Vocês da Sports Media foram os responsáveis pela construção jurídica do Condomínio e claramente há problemas graves que vocês não querem reconhecer”, escreveu, dirigindo-se a Pimenta.
Cristiano Dresh foi além e cobrou a empresa pela decisão de não submeter a estrutura ao Cade desde o início: “Desde o início, vocês não quiseram submeter a formação do Condomínio ao Cade, falando que não era necessário. Daí, ano passado, veio uma investigação e uma decisão no Cade, contrariando o que vocês disseram e gerando custos para os clubes”.
A presidência do Atlético-GO responsabilizou a companhia e cobrou o fim das “teses que já se mostraram erradas” e a convocação de uma assembleia “para decidir a melhor forma de resolver esse problema que vocês criaram”.
Vocês falaram para os clubes que não iríamos ter nenhum problema no Cade. Agora já são duas decisões que nos afetam e nos colocam em risco“, registrou o clube.
O presidente do Vila Nova, Hugo Bravo de Carvalho, também se pronunciou neste fim de semana afirmando que "o parecer é sólido e merece ser lido por todos". Do Ceará, o presidente João Paulo Silva foi enfático ao colocar o clube no bloco: “Contem com o apoio do Ceará nessa questão”.
O Juventude, por meio de Fábio Pizzamiglio, declarou que não vai pagar a conta: “Não podemos compactuar ou ser penalizados por irregularidades pelas quais não somos responsáveis”.
O Botafogo, representado por Eduardo Iglesias, cobrou explicações e chamou os demais para a mesa: “Estamos à disposição para fazer este debate em conjunto com todos os clubes”.
E o Fortaleza, por Pedro Martins, reforçou o caminho da assembleia: “Consideramos importante que os clubes se reúnam para uma avaliação”.


