Endividamento das famílias atinge maior patamar desde 2005, aponta BC

Influenciada pela alta da inflação, taxa chegou a 53,1% em julho

Por Da Redação
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Endividamento das famílias atinge maior patamar desde 2005, aponta BC

Foto: Agência Brasil

Dados do Banco Central (BC), divulgados nesta quarta-feira (28), mostram que o endividamento das famílias chegou a 53,1% em julho, o maior patamar desde 2005. Nos últimos meses, esse recorde vem sendo batido repetidamente, refletindo a alta nos juros. Na estatística de endividamento que desconsidera o financiamento imobiliário, o patamar em 33,64% também é considerado o mais alto já registrado pela instituição. 

Em julho do ano passado, o nível estava em 29,6%. Outro recorde renovado mês após mês é o de comprometimento de renda com dívidas com instituições financeiras. Em julho, chegou a 28,6% da renda, maior nível desde março de 2005. No mesmo período do ano passado, estava em 25%. Quando se retira o financiamento imobiliário, o número é de 26,6%.

Inadimplência

Depois de cair durante a pandemia, as taxas de inadimplência voltaram a subir nos últimos meses. A taxa média total com recursos livres foi de 3,9% em agosto, elevação de 0,8 ponto percentual (p.p) em um ano e nível parecido com os registrados em fevereiro e março de 2020, que antecederam o início da pandemia. É o maior nível desde agosto de 2017.

Em 5,6%, a inadimplência de pessoas físicas já superou os níveis do início de 2020, que variavam de 5% até 5,2%. No crédito pessoal, por exemplo, subiu de 3,3% em dezembro do ano passado para 3,8% em agosto deste ano.

Empresas

Nos últimos meses, o crédito para as empresas também vem ficando mais caro. A taxa média cobrada em agosto foi de 22,8% ao ano, uma queda dos 23,4% no mês anterior, mas alta na comparação com dezembro, quando a média foi de 19,7%.

O capital de giro, por exemplo, ficou em 22% em agosto, patamar superior aos 20,7% de taxa média em dezembro do ano passado. Já o desconto de duplicatas e recebíveis registrou taxa de juros média de 20,2% no mês passado, superior aos 15,7% registrados no último mês de 2021.
 

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