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Enquanto canal de Lula enfrenta suspensão, grupo 'Tropa do Flávio Bolsonaro' divulga informações falsas sem sofrer sanções

Tropa do Flávio compartilha imagens falsas e vídeos distorcidos sobre o petista, enquanto canal ligado a Lula enfrenta restrições judiciais

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Enquanto canal de Lula enfrenta suspensão, grupo 'Tropa do Flávio Bolsonaro' divulga informações falsas sem sofrer sanções

Foto: Reprodução | Redes Sociais

O grupo de WhatsApp “Tropa de Flávio”, criado para mobilizar apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o segundo turno das eleições, passou a compartilhar imagens falsas, vídeos com informações distorcidas e publicações com ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A iniciativa, impulsionada por apoiadores e políticos, foi apresentada com a promessa de divulgar notícias confiáveis. No entanto, entre os materiais compartilhados estão conteúdos questionados pela Justiça Eleitoral, imagens produzidas por inteligência artificial e acusações sem comprovação contra o presidente.

Enquanto as publicações circulam no grupo ligado à campanha de Flávio, o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones, enfrenta restrições determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Grupo compartilhou imagens falsas sobre ato pró-Lula

Entre os conteúdos divulgados pela “Tropa de Flávio” está um vídeo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no qual ele fala sobre supostos episódios de vandalismo durante uma manifestação favorável a Lula na Avenida Paulista.

A publicação utilizava a imagem de uma mulher supostamente consumindo drogas, mas o registro era falso. Após uma condenação da Justiça Eleitoral relacionada à postagem, os administradores retiraram o material do grupo.

Outra publicação utilizou uma imagem produzida por inteligência artificial para simular uma funcionária do Metrô de São Paulo limpando pichações após o ato político.

O grupo também compartilhou uma publicação da revista Veja com acusações sem provas que relacionavam Lula ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por suspeita de envolvimento em fraude bancária.

Profissional relata ataques após vídeo ser compartilhado

A divulgação de conteúdos sem autorização também atingiu a profissional de audiovisual Carolina Fonseca, de Minas Gerais.

Após ser assaltada enquanto cobria uma manifestação pró-Lula em Belo Horizonte, ela teve um vídeo republicado pelos administradores do grupo sem consentimento.

Nas redes sociais, Carolina denunciou o compartilhamento e relatou ter recebido ofensas e mensagens que insinuavam que ela merecia ter sido roubada.

Além disso, o grupo passou a compartilhar vídeos com trechos de falas de Lula apresentados fora de contexto, buscando associar o presidente a posições favoráveis a traficantes de drogas.

Também voltou a circular uma notícia falsa divulgada em 2022 sobre um suposto apoio de Marcola, apontado como chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), ao petista.

Às vésperas do feriado de Nossa Senhora Aparecida, os participantes receberam ainda vídeos que distorciam declarações de Lula sobre religião.

Canal ligado a Lula é suspenso pela Justiça Eleitoral

Enquanto a “Tropa de Flávio” continuava em funcionamento desde 6 de outubro, o canal “Exército do Lula” passou a enfrentar decisões judiciais que interromperam suas atividades.

No domingo (11), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão da ferramenta após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusou o canal de promover desinformação.

Ainda no mesmo dia, o corregedor do tribunal, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a decisão.

Na terça-feira (13), Nunes Marques voltou a determinar a interrupção do canal. Dessa vez, o ministro apontou o uso irregular da ferramenta, que deveria contar com registro formal junto ao TSE.

Campanha de Lula regularizou o canal

Após a nova decisão, a campanha de Lula providenciou a regularização do endereço eletrônico do canal junto à Justiça Eleitoral.

Com o registro, as exigências determinadas pelo ministro foram consideradas atendidas. Mesmo assim, a retomada das atividades ficou condicionada ao cumprimento do prazo de 48 horas estabelecido pela decisão.

Nunes Marques fundamentou a manutenção do prazo em uma resolução do próprio TSE. O Partido dos Trabalhadores (PT) recorreu da determinação referente ao período de suspensão.

Com a regularização reconhecida na terça-feira (13), o “Exército do Lula” poderá voltar a enviar atualizações e receber novos seguidores após o prazo estabelecido, desde que sejam cumpridas as regras eleitorais para identificação dos responsáveis pela propaganda.

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