Entenda porquê Augusto Lima não foi preso na 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes do Banco Master
O ex-sócio de Daniel Vorcaro foi alvo da operação realizada pela PF na última quinta-feira (18).

Foto: Paulo Mocofaya/Agência ALBA.
Integrantes da Polícia Federal e do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Banco Master, esclareceram a razão pela qual Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, não teve a prisão temporária decretada na 9ª fase da Operação Compliance Zero, realizada na última quinta-feira (18).
Segundo informações dos interlocutores, além da Polícia Federal não ter solicitado a prisão do investigado no relatório que autorizou a ação, não havia indícios nos documentos que mostrassem que Lima tentou impedir ou prejudicar a operação, como ocorreu no caso de Vorcaro.
As investigações apontam que Lima atuou para facilitar a compra pelo banco RBR de carteiras do Banco Master, bem como é próximo ao líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que também foi alvo da ação deflagrada pela PF.
Em nota, a defesa do banqueiro definiu a ação da corporação como desnecessária devido ao fato de Lima estar há seis meses à disposição das autoridades para prestar qualquer esclarecimento, bem como afirmou que o investigado sempre agiu em conformidade com a lei.


