Entidade envolvida na Farra do INSS usou fraudes para compra de carros de luxo

Os desvios foram lavados por meio de empresas de fachada e carros de luxo

Por Da Redação
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Entidade envolvida na Farra do INSS usou fraudes para compra de carros de luxo

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um inquérito da Polícia Federal (PF) revelou que o esquema criminoso da Confederação Nacional dos Agricultores e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) também envolvia a compra de veículos de luxo para os envolvidos. No total, a Conafer lucrou mais de R$ 708 milhões com a Farra do INSS.

O dinheiro era retirado indevidamente de benefícios de idosos e indígenas vulneráveis e canalizado para empresas de fachadas no Distrito Federal e em São Paulo. O valor enviado para essas contas era utilizado para a compra de veículos de alto padrão como Porsche 718 Boxster, BMW X5, Ford Mustang e Land Rover Defender.

O esquema envolvia a utilização de "laranjas", com empresas de fachadas que eram colocadas como supostas proprietárias de alguns dos veículos. Uma das empresas operava em uma sala de 20 metros quadrados, o endereço era o mesmo de oito CNPJs pertencentes a Lucineide dos Santos Oliveira e a dois integrantes da Conafer, Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior e Cícero Marcelino Santos.

De acordo com informações da PF, essas empresas lavaram mais de R$ 304 milhões do total desviado do INSS pela Conafer. Por meio de uma dessas estruturas, a organização comprou, e nome de Lucineide, um Chevrolet Camaro, por R$ 5010 mil, um Porsche avaliado em R$ 700 mil, uma Mitsubish Triton Sport e um Pajero Sport. 

A maior parte dos veículos adquiridos eram mantidos em um galpão em Presidente Prudente (SP). O local atuava como um "quartel-general" do esquema, foram encontrados aproximadamente 40 veículos pela PF. 

Os veículos era utilizado como moeda de troca. De acordo cm a investigação, o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Filho recebeu um Toyota Hilux SW4 de R$ 464 mil. Já o direto de Benefícios do Insituto, André Fidelis, recebeu um VW T-Cross, que foi registrado inicialmente no nome de um laranja para ocultar o recebimento indevido. 

Em mensagens interceptadas pela corporação, o operador Cícero Marcelino da Conafer pede por um veículo "mais impactante", para atender ao desejo do presidente da Confederação, Carlos Roberto Ferreira Lopes. A resposta sugeria a aquisição de um Porsche.

Com a deflagração das fases da Operação Sem Desconto, a Justiça determinou o sequestro de bens e o bloqueio via sistema de Restrições Judiciais sobre Veículos Automotores (Renajud) de dezenas de veículos. Também foram apreendidos caminhões em fazendas de luxo. 

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