Especialista explica critérios para transplante renal em episódio do podcast “Sobretudo”
Nefrologista José A. Moura Neto participa do programa apresentado por Matheus Oliva para falar sobre saúde dos rins

Foto: Fb Comunicação
O podcast “Sobretudo”, apresentado por Matheus Oliva, recebeu o médico nefrologista José A. Moura Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia e professor da Escola Bahiana de Medicina, para uma conversa sobre saúde dos rins e transplante renal. O episódio foi ao ar no dia 12 de março.
Durante a entrevista, o especialista explicou como funciona a organização da fila de transplantes no Brasil e quais critérios são utilizados para definir quem recebe um rim disponível. Segundo ele, um dos principais parâmetros considerados é o tipo sanguíneo entre doador e receptor.
“Tem a compatibilidade do tipo sanguíneo, que a fila, por exemplo, o paciente O, que é o doador universal, teoricamente ele poderia doar para qualquer pessoa. O fator RH, que é o positivo e o negativo, não influencia no transplante de rim. Mas, por uma questão de justiça, se convencionou a organizar a fila por identidade ABO”, explica.
O médico também destacou que, além da identidade sanguínea, outros fatores são avaliados para determinar a compatibilidade entre os pacientes que aguardam o transplante.
“A fila do doador falecido é organizada por identidade ABO, mas a compatibilidade é compatibilidade HLA. Então a gente tem um somatório, como se fosse um algoritmo, que vai avaliar qual rim é mais compatível”, afirma.
De acordo com Moura Neto, entre os pacientes que possuem o mesmo tipo sanguíneo, o sistema analisa diferentes critérios técnicos para identificar qual deles apresenta maior compatibilidade com o órgão disponível, aumentando as chances de sucesso do transplante.


