Estados Unidos deve transmitir ao público primeira execução por fuzilamento em 90 anos
Nidal Hasan, condenado por matar 13 pessoas em ataque a tiros em base militar no Texas, será executado por fuzilamento em dezembro

Foto: Departamento do Xerife de Bell County
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quinta-feira (8) que o público poderá assistir à execução de Nidal Hasan, condenado por matar 13 pessoas em um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. A aplicação da pena está marcada para 3 de dezembro e será realizada por um pelotão de fuzilamento.
Em entrevista ao canal de TV Real America's Voice, Hegseth disse que o exército vai garantir que as pessoas possam acompanhar a execução. Segundo ele, a exposição pública serviria para mostrar que crimes deste tipo têm consequências graves nos EUA.
As autoridades militares ainda não detalharam se o acompanhamento ocorrerá presencialmente no local ou por meio de transmissão via televisão e internet. Indagado sobre eventuais petições finais do condenado direcionadas ao presidente Donald Trump, Hegseth limitou-se a afirmar que a data está mantida. A sanção presidencial para o cumprimento da pena havia sido confirmada na segunda-feira (5) pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.
Hasan foi condenado à morte em 2013 pelo ataque a tiros ocorrido em novembro de 2009. Ele entrou em um centro médico da base e abriu fogo contra militares que aguardavam atendimento. Treze pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas.
Se for realizada, será a primeira execução militar nos Estados Unidos desde 1961, quando o soldado John Bennett foi morto por enforcamento. Já o último fuzilamento militar conhecido ocorreu em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.
O fuzilamento é um método raro de execução no país. Apenas cinco estados — Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah — autorizam essa prática, de acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte.
Em 2025, a Carolina do Sul realizou sua primeira execução por fuzilamento. Foi a primeira vez em 15 anos que o método foi usado nos Estados Unidos.


