EUA considera PCC e CV como 'ameaças significativas à segurança regional'
Segundo o Departamento de Estado, os EUA estão comprometidos em tomar medidas contra grupos estrangeiros que se envolvem em atividades terroristas

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Os Estados dos Estados Unidos consideram as organizações criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como "ameaças significativas à segurança regional", por conta do envolvimento com tráfico de drogas, violência e crime transnacional. A informação foi repassada por um porta-voz do Departamento de Estado do país, em entrevista ao Metrópoles.
"Os Estados Unidos veem as organizações criminosas do Brasil, incluindo PCC e CV, como ameaças significativas à segurança regional devido ao seu envolvimento em tráfico de drogas, violência e crime transnacional", disse.
"Não comentamos previamente possíveis designações de organizações como terroristas. Estamos plenamente comprometidos em tomar as medidas apropriadas contra grupos estrangeiros que se envolvem em atividades terroristas", complementou.
A declaração ressalta a preocupação do governo norte-americano com a expansão das atividades das organizações criminosas para além das fronteiras brasileiras.
No último domingo (8), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, conversaram por telefone sobre o assunto.
Na conversa, Vieira tentou convencer Rubio de que os EUA não devem classificar facções criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como Organizações Terroristas Estrangeiras.
A proposta de equiparar facções do narcotráfico a grupos terroristas já foi tema de discussão no Congresso brasileiro. Agora, o governo norte-americano cogita oficializar a medida.
O governo Lula é contrário à proposta por entender que a mudança poderia abrir brecha para interferências externas, como a que ocorreu na Venezuela, sob o pretexto de combate ao crime.


