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EUA devem aplicar tarifa adicional 12,5% ao Brasil por suposta falha no combate ao trabalho forçado

Nova tarifa foi proposta pelos EUA a mais de 59 países.

Por Da Redação
Às

Atualizado
EUA devem aplicar tarifa adicional 12,5% ao Brasil por suposta falha no combate ao trabalho forçado

Foto: Júlio César Silva/MDIC

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que decisão sobre a nova tarifa dos Estados Unidos sobre o Brasil deve ser divulgada na próxima semana. De acordo com o governo brasileiro, os EUA devem aplicar uma tarifa adicional de 12,5% devido a falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. 

Segundo o chefe da pasta, a principal dúvida é se a possível tarifa será aplicada à sobretaxa de 25% anunciada pelos estadunidenses na madrugada desta quinta-feira (16). "[A investigação sobre o trabalho forçado] termina na semana que vem, na sexta-feira que vem. Aí nós vamos ficar sabendo se vai ser cumulativo ou não. Se vamos ter 25% mais 12,5% ou se vamos ter exclusão", disse Elias, em coletiva de imprensa na quinta-feira (16).

Para o Mdic, a expectativa é de que a tarifa seja aplicada para todos os países citados em investigação feita pelos Estados Unidos em junho deste ano. No documento, o país concluiu que o Brasil, a União Europeia e outros 58 países, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias feitas com trabalho forçado.

O relatório elaborado pelo Escritório de Comércio dos EUA, afirma que esses países adotam uma "prática" irracional que restringe o comércio dos americanos criando uma concorrência desleal. Foram estabelecidos dois níveis de sobretaxação, 10% de tarifa adicional para países que  possuem alguma proibição parcial ou que se comprometeram a aplicar regras por meio de acordos de comércio recíproco, como a União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador.

A outra categoria são os países com 12,5% de tarifa adicional, que não apresentam regimes eficazes de controle, como o Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina, Arábia Saudita e outros. 

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