Europa se prepara para possível avanço de Trump na Groenlândia; Dinamarca pede reunião com Marco Rubio
Os EUA já possuem uma base militar na Groenlândia, mas Trump quer a ilha inteira e vem aumentando a pressão

Foto: Reprodução/Flickr
Após novas ameaças do presidente dos Estados Unidos de tomar a Groenlândia, a Dinamarca e o território autônomo estão buscando uma reunião com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, conforme a Associated Press. O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noel Barrot, disse nesta quarta-feira (7), que a França está trabalhando com aliados em um plano de resposta caso os EUA concretizem sua ameaça de anexação.
Além disso, Barrot afirmou que o assunto seria abordado em uma reunião com os ministros das Relações Exteriores da Alemanha e da Polônia ainda nesta quarta.
"Queremos agir, mas queremos fazê-lo em conjunto com os nossos parceiros europeus", afirmou ele em entrevista à rádio France Inter.
Líderes das principais potências europeias e do Canadá manifestaram apoio à Groenlândia esta semana, afirmando que a ilha ártica pertence ao seu povo, enquanto a Casa Branca disse, na terça-feira (6), que utilizar as forças armadas é uma opção.
Os EUA já possuem uma base militar na Groenlândia, chamada de Base Espacial Pituffik, mas Trump quer a ilha inteira, e vem aumentando a pressão, que começou ainda em seu primeiro mandato. A preocupação cresce após o ataque à Venezuela e discursos recentes e que Trump indica que pode fazer um avanço em direção à ilha.
A ilha é um território autônomo administrado pela Dinamarca. Por isso, uma anexação da Groenlândia pelas forças militares dos EUA causaria grande impacto na aliança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e aprofundaria a divisão entre Trump e os líderes europeus, já que a ilha é um território autônomo administrado pela Dinamarca.
O solo da ilha tem recursos naturais e o presidente Trump defende que o local é importante por ser rota de navios de diversas nacionalidades, e também poderia abrigar infraestrutura militar para impedir ataques da Rússia ou da Europa. Nesta terça-feira (6), a Casa Branca afirmou que "as forças armadas dos EUA são sempre uma opção", em relação à anexação da Groenlândia, aumentando a tensão com os líderes europeus, que rechaçam a ideia.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o presidente Trump "deixou bem claro que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional dos Estados Unidos e é vital para dissuadir nossos adversários na região do Ártico". Ela também comunicou que está sendo discutida uma série de opções para alcançar esse importante objetivo de política externa e, é claro, utilizar as forças armadas americanas é sempre uma opção à disposição do comandante-em-chefe.
Já o secretário Marco Rubio, afirmou a parlamentares que o presidente americano pretende comprar a Groenlândia, e não invadir o território - no mesmo dia, Trump pediu que seus auxiliares apresentassem uma versão atualizada de um plano para adquirir a ilha.


