Ex-gestor da Sufotur e citados respondem a denúncias de superfaturamento de cachês na Bahia
Caso foi exposto em reportagem da TV Bahia na quarta-feira (17)

Foto: Reprodução/Mateus Pereira | GOV BA
O ex-gestor da Superintendência de Fomento ao Turismo da Bahia (Sufotur), órgão vinculado à Secretaria de Turismo (Setur), Diogo Medrado, e demais citados em uma investigação da TV Bahia sobre superfaturamento em cachês de artistas pagos com verba pública no estado se manifestaram sobre as acusações, na última quarta-feira (17).
A TV Bahia veiculou matéria exclusiva na quarta-feira, na qual expôs um esquema, ocorrido de 2015 a 2024, envolvendo produtoras de shows que, segundo a emissora, superfaturou em milhões os cachês de artistas pagos com verba pública na Bahia. Segundo divulgado pelo veículo, o total de gastos da Sufotur até 2026 foi de R$ 1,84 bilhão.
Segundo a investigação, cantores e bandas, de pouca visibilidade, eram contratados por valores muito mais altos do que costumavam cobrar pelas apresentações, mas recebiam quantias muito abaixo das informadas nos contratos. O valor excedente seria repassado entre as produtoras: Brilho Estrelar Produções Artísticas Ltda; Estrelar Produções e Serviços Eireli; Tamy Produções Artísticas e Serviços Ltda; e Nível Dez Produções Artísticas e Serviços Ltda.
Um dos casos exemplificados pela produção do Jornal da Manhã, programa da TV Bahia, é o da cantora Emily Ferraz, que segundo as investigações, costuma ser contratada por um valor de R$ 8 mil para execução de shows privados, mas fechou contratações com o governo baiano no valor de R$ 71 mil, totalizando R$ 500 mil com sete apresentações.
O que diz a defesa dos citados?
Diogo Medrado
Segundo informado pelo apresentador Ricardo Ishmael, da TV Bahia, Diogo Medrado, afirmou, por meio de nota, que as contratações feitas no período em que representou a Sufotur atendiam a legislação vigente à época e eram regularmente submetidas as análises dos setores técnicos e jurídicos competentes.
Diogo também afirmou que a forma de contratação do órgão é autorizada pela lei e tribunais de contas. A nota ainda pontua que, os apontamentos feitos pelos órgãos de controle foram esclarecidos em processos que não evidenciaram prejuízos ao erário público.
Por fim, o ex-gestor da Sufotur defendeu que, em 2024, o órgão foi contemplado com selo de transparência dos festejos juninos do Ministério Público da Bahia (MPBA) e afirmou estar à disposição dos órgãos competentes para prestar os esclarecimentos necessários.
Sufotur
A Sufotur não comentou às irregularidades entre os anos de 2015 a 2024, exibidas na reportagem. Por meio de nota, a superintendência afirmou que ao longo dos anos adotou medidas voltadas ao fornecimento dos controles internos, transparência, e aperfeiçoamento dos processos administrativos.
A superintendência também se pôs a disposição dos órgãos de controle e instituições competentes ao colaborar com solicitações encaminhadas, em concordância com os princípios da legalidade, transparência e responsabilidade na gestão pública.
Emilly Ferraz
A cantora afirmou desconhecer qualquer pagamento com sobrepreço ou superfaturamento e afirmou que qualquer informação sobre o contrato deve ser esclarecida pela produtora Brilho Estrelar.
O proprietário da Brilho Estrelar, Cristian Oliveira, por sua vez, optou por não se pronunciar.


