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Ex-policiais são condenados pelo assassinato de Geovane Mascarenhas em Salvador

O corpo foi encontrado mutilado no dia 2 de agosto de 2014, em via pública, no bairro da Calçada, subúrbio de Salvador. 

Por Da Redação
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Ex-policiais são condenados pelo assassinato de Geovane Mascarenhas em Salvador

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Os dois ex-policiais militares Jesimiel da Silva Resende e Cláudio Bonfim Borges foram condenados pelo Tribunal do Júri nesta sexta-feira (19), a mais de 20 anos de prisão pelo homicídio de Geovane Mascarenhas de Santana. O corpo foi encontrado mutilado no dia 2 de agosto de 2014, em via pública, no bairro da Calçada, subúrbio de Salvador. 

Jesimiel foi sentenciado a 25 anos, 3 meses e 15 dias de prisão por homicídio duplamente qualificado, roubo e ocultação de cadáver. Ele cumprirá a pena em regime inicial fechado. Já Cláudio Bonfim foi condenado a 20 anos e 7 meses de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e roubo. O réu cumprirá a pena em regime inicial fechado.

Sete pessoas foram levadas a julgamento popular por envolvimento na morte do jovem. Além dos ex-PMs, foram acusados os policiais militares em atividade Daniel Pereira de Sousa Santos, Alex Santos Caetano, Roberto Santos de Oliveira e Allan Moraes Galiza dos Santos. No julgamento, eles foram absolvidos pelos jurados.  

A acusação do Ministério Público da Bahia (MPBA), apresentada pelos promotores de Justiça Áviner Rocha, Cássio Marcelo e Luciano Assis, também resultou na condenação do ex-PM Jailson Gomes Oliveira pelo crime de roubo a seis anos e quatro meses de prisão, que cumprirá em regime semiaberto. 

Segundo acusação do órgão, Geovane foi abordado na Rua Nilo Peçanha na tarde do dia 2 de agosto de 2014 por uma viatura da Ronda Especial (Rondesp). Os policiais o levaram sob custodia e após a abordagem ele não foi mais visto. 

Conforme os promotores, baseados em laudo pericial de geolocalização, as viaturas da guarnição utilizadas na abordagem de Geovane foram as mesmas que, durante a ‘Operação Noturna’, deslocaram-se pelo subúrbio ferroviário e estacionaram horas depois, à noite, junto aos dois locais onde foram encontrados restos mortais de Geovane na região. 

O corpo do jovem foi encontrado no dia 3 de agosto, carbonizado, decapitado e mutilado, nas proximidades do Parque São Bartolomeu. Dias depois, a cabeça e as demais partes foram localizadas no Parque Tecal, em Campinas de Pirajá, a cerca de 2,5 quilômetros de distância.

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