Ex-presidente do Irã é alvo de prisão domiciliar por suspeita de participar de plano secreto de Israel, diz jornal
Informação foi divulgada pelo jornal "The New York Times" na segunda-feira (13)

Foto: Reprodução/governo iraniano
O ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad responde em prisão domiciliar como punição aplicada pelo governo do Irã, por suposta participação do político em um plano secreto de Israel com o intuito de extinguir o regime dos aiatolás. A informação foi divulgada pelo jornal "The New York Times" na segunda-feira (13).
Conforme divulgado pelos governos dos Estados Unidos e do Irã, a participação do ex-presidente no plano de derrubar os aiatolás consistia em passar o máximo de informações para o governo israelense.
Posteriormente, as forças israelenses resgatariam o ex-presidente do Irã durante o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, em fevereiro deste ano, e o devolveriam ao país já como o novo líder.
O plano teria fracassado após Ahmadinejad desistir da colaboração com a inteligência israelense. Nos ataques a Teerã, em 28 de fevereiro, forças israelenses chegaram a bombardear um edifício onde ficava a segurança de Ahmadinejad, para conseguir chegar a ele.
Devido da desconfiança no plano, o ex-presidente iraniano desistiu da missão secreta e deixou o local onde seria resgatado pelas forças israelenses. Ao tomar conhecimento do plano, o regime dos aiatolás determinou prisão domiciliar a Ahmadinejad.
Apesar de ter desistido do plano, Ahmadinejad chegou a colaborar com o Mossad, agência de inteligência nacional de Israel. O governo israelense, inclusive, pagava quantias a Ahmadinejad e enviou agentes para encontrar o ex-presidente em terceiros países, como a Hungria.
Até o momento, o governo iraniano não se pronunciou sobre o possível esquema.


