Ex-sócio do Banco Master tenta captar R$ 500 milhões para manter operação do Credcesta na Bahia
Estratégia prevê criação de fundo com investidores após dificuldade de parceria com instituições financeiras

Foto: Reprodução/ Redes Sociais
A proposta envolve a estruturação de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) com expectativa inicial de captação de cerca de R$ 500 milhões junto a investidores institucionais. O objetivo é garantir a continuidade da oferta de crédito consignado para servidores públicos estaduais, segmento central do produto.
Atualmente, a Bahia é o único estado onde o Credcesta mantém exclusividade contratual para operação desse tipo de cartão-benefício até 2033. Em outros estados, a presença do produto foi reduzida após a reestruturação do grupo financeiro ligado ao Master. Especialistas do setor avaliam que a ausência de parceria com instituições financeiras dificulta a manutenção da escala nacional do serviço, já que operações de crédito consignado dependem de fluxo contínuo de recursos para renovação de contratos e ampliação da carteira de clientes.
A estratégia do empresário é preservar a marca enquanto avançam investigações envolvendo o conglomerado financeiro ao qual o Credcesta esteve vinculado. Parte das carteiras de crédito já havia sido transferida anteriormente para outras instituições.
O Credcesta surgiu a partir da ampliação de um cartão-benefício ligado à antiga rede Cesta do Povo, privatizada em 2018 durante a gestão do então governador Rui Costa. O contrato de privatização garantiu exclusividade de operação do modelo consignado para servidores estaduais por 15 anos. Após a liquidação do Banco Pleno — ligado ao grupo Master — o governo baiano passou a analisar juridicamente a continuidade do contrato com o Credcesta. O governador Jerônimo Rodrigues afirmou que aguarda parecer da Procuradoria-Geral do Estado antes de eventual decisão sobre a manutenção da operação. A Procuradoria informou que a análise técnica do contrato ainda está em andamento.


