Fifa discute mudança no regulamento após suspensão de Balogun ser anulada
Conselho da entidade se reúne nesta quinta-feira (15) e pode analisar proposta para impedir que punições automáticas sejam suspensas.

Foto: Reprodução / FIFA e Reprodução / instagram / @balogun
A Fifa pode mudar as regras disciplinares após a polêmica envolvendo Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. O Conselho da entidade se reúne nesta quinta-feira (15), na primeira sessão desde o Mundial, e terá entre os temas uma proposta para impedir que suspensões automáticas de um jogo sejam anuladas.
O caso que motivou a discussão aconteceu na segunda fase da Copa, durante a partida entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina. Balogun foi expulso aos 18 minutos do segundo tempo pelo árbitro brasileiro Raphae Claus após pisar no tornozelo de Muharemovic. Artilheiro da seleção americana até aquele momento, o atacante seria automaticamente desfalque nas oitavas de final contra a Bélgica.
Quatro dias depois, o Comitê Disciplinar da Fifa anulou a suspensão e liberou Balogun para disputar a partida. A decisão teve como base o artigo 27 do regulamento disciplinar, que permite ao órgão judicial suspender total ou parcialmente a aplicação de uma medida.
A mudança causou repercussão principalmente depois que Donald Trump confirmou ter conversado por telefone com Gianni Infantino sobre o caso. Após a decisão, o presidente dos Estados Unidos agradeceu à Fifa pelo que classificou como uma correção de uma "grande injustiça".
Infantino foi questionado sobre uma possível interferência política e sobre o conflito de interesses, mas afirmou que a decisão partiu de forma independente da Comissão Disciplinar.
Segundo a ESPN, uma proposta formal será apresentada para alterar o regulamento e evitar que situações semelhantes voltem a acontecer. A ideia é impedir específicamente a suspensão de punições automáticas de uma partida.
Além da questão disciplinar, o Conselho da Fifa, formado por 37 integrantes e presidido por Infantino, também deve discutir o projeto que previa a criação de uma empresa para comercializar ações da entidade. A proposta foi rejeitada anteriormente.


