Fifa nega venda do futebol e defende proposta de nova empresa comercial

Entidade afirma que manterá controle sobre suas competições e rebate críticas à criação da FIFA Forward Enterprise.

Por Da Redação
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Fifa nega venda do futebol e defende proposta de nova empresa comercial

Foto: Reprodução / FIFA

A Fifa se manifestou na última quinta-feira (30) para responder às críticas sobre a proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), empresa que concentraria a gestão comercial e operacional das principais competições organizadas pela entidade. Em comunicado oficial, a organização negou que o projeto represente uma venda de seus ativos e garantiu que continuará responsável pelo controle de torneios como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. 

A repercussão do plano levou a Fifa a reforçar que a iniciativa não altera sua estrutura de governança nem transfere o comando das competições para investidores privados. 

"Ninguém está vendendo o futebol. Isso não é algo que a Fifa cogitaria", afirmou a entidade.

Segundo a organização, a consulta às 211 associações nacionais acabou sendo prejudicada pela divulgação de informações que classificou como incorrentas. Por esse motivo, o processo de discussão será retomado para que todas as federações possam analisar a proposta antes da votação. 

No comunicado, a Fifa também ressaltou que nenhuma instituição representa, sozinha, todas as associações filiadas. A entidade defendeu que cada federação tenha autonomia para aprovar, rejeitar ou sugerir alterações no projeto, classificando esse procedimento como parte do modelo democrático adotado pela organização.

Pela proposta em análise, a FIFA Forward Enterprise funcionaria como uma subsidiária integralmente controlada pela Fifa. A empresa ficaria responsável pela exploração comercial e pela operação dos principais torneios da entidade, enquanto a administração e o controle permaneceriam sob responsabilidade da própria federação internacional.

A Fifa afirma que a nova estrutura permitiria ampliar os investimentos destinados ao desenvolvimento do futebol.  Pelo plano apresentado, cada uma das 211 associações nacionais receberia US$ 20 milhões por meio do programa FIFA Forward entre 2027 e 2030. Além disso, a entidade propõe a criação do programa FIFA Fast Forward, que prevê um aporte extraordinário de outros US$ 20 milhões por federação, financiado por investidores externos e com adesão voluntária.

A criação da FIFA Forward Enterprise foi apresentada nesta semana como parte de uma estratégia para reorganizar a exploração comercial das competições da Fifa. O projeto prevê a venda de uma participação minoritária da nova empresa, operação que poderá captar cerca de US$ 4,2 bilhões. A entidade estima que a subsidiária tenha valor de mercado próximo de US$ 20 bilhões.

Apesar do avanço das discussões, a Fifa reforçou que a iniciativa só será implementada caso receba o apoio da maioria das 211 associações nacionais. Até lá, todos os pontos da proposta permanecem aberto a alterações durante o período de consulta, e, se o projeto for rejeitado, o modelo atual de gestão comercial será mantido. 

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