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Filho de Popó se pronuncia após ser denunciado pelo MP-PR por manipulação de jogos no Brasileirão

Investigações apontam que parceiros de Igor Freitas já foram alvos da 'Operação Derby', em setembro do ano passado 

Por Da Redação
Às

Filho de Popó se pronuncia após ser denunciado pelo MP-PR por manipulação de jogos no Brasileirão

Foto: Reprodução/RedesSociais

O empresário Igor Freitas, filho do ex-boxeador Acelino "Popó" Freitas, se pronunciou neste sábado (7), após ser denunciado pelo Ministeŕo Público do Paraná (MP-PR) por uma suspeita de participação em esquema de aliciamento de jogadores para manipulação de resultados em partidas do Brasileirão. O advogado de Igor rechaçou as acusações. 

“Desde já, a defesa rechaça de forma veemente as acusações apresentadas, por entendê-las levianas e desprovidas de lastro fático e probatório consistente”, disse, em nota ao portal Leo Dias. 

O advogado também disse que irá esclarecer as alegações que usaram na denúncia e mostrará a inocência do investigado. Além disso, parceiros dos empresários também foram denunciados pelo MP: Rodrigo Rossi, apontado como sócio de Igor e Raphael Ribeiro. Entre os atletas abordados estaria o lateral-esquerdo Reinaldo, atualmente no Mirassol.  

Alvos da Operação Derby 

Os três suspeitos já foram alvos da 'Operação Derby', em setembro de 2025, que inicialmente, estava investigando a oferta de R$15 mil a ao menos três jogadores do Londrina para que recebessem cartões amarelos durante partidas da Série C da temporada passada. 

Os documentos obtidos pelo ge, indicaram que Igor faria os contatos iniciais com os jogadores por meio do Instagram ou WhatsApp, se apresentado como “filho de Popó”, "empresário e representante do acesso direto às maiores empresas do mercado nacional". E então, afirmar que está "atuando em projetos estratégicos, ativações e negociações de patrocínios e parcerias". 

Depois disso, Rodrigo Rossi assumiu as conversas. Igor descrevia o amigo nas mensagens com alguém que atua "com mais de 25 casas de apostas legalizadas no Brasil". Segundo a denúncia, um dos jogadores procurados foi Reinaldo do Mirassol. 

O atleta recebeu, em agosto de 2025, mensagens e um áudio de Rodrigo Rossi pelo WhatsApp, seguidos de conteúdo enviado em modo de visualização única. A resposta do jogador foi direta: "Irmão, obrigado. Não faço isso, já falei, irmão".

A investigação também aponta tentativas de abordagem a atletas de clubes das Séries B e C. Em uma das conversas interceptadas, Raphael orienta Rodrigo a "feche os 2 do Goiás e 1 do Sport". O MP-PR indica que as divergências entre os investigados surgiram por questões financeiras. 

O órgão afirma haver "considerável probabilidade de que tais valores provenham de atividades ilícitas, especificamente relacionadas ao aliciamento de atletas e à manipulação de resultados, visando à obtenção de lucros em plataformas de apostas esportivas".

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