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Fim da escala 6x1: entenda por que Lula não pode sancionar PEC aprovada no Congresso

Texto prevê redução gradual da jornada para 40 horas semanais, sem corte salarial

Por Ane Catarine Lima
Às

Atualizado
Fim da escala 6x1: entenda por que Lula não pode sancionar PEC aprovada no Congresso

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Apesar de ser uma das principais bandeiras eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 não poderá ser sancionada por ele.

Aprovada definitivamente pelo Senado na quarta-feira (14), a proposta segue um rito diferente do de um projeto de lei. 

Enquanto projetos de lei dependem de sanção ou veto presidencial, emendas à Constituição são promulgadas pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, sem necessidade de participação do presidente da República.

Após a promulgação, o texto será publicado no Diário Oficial da União (DOU) como emenda constitucional e passará formalmente a integrar a Constituição Federal.

Quando a PEC deve ser promulgada?

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), indicou a intenção de realizar a sessão solene de promulgação na próxima terça-feira (20). A data, no entanto, deve ser confirmada oficialmente.

A partir da publicação da emenda, a redução da jornada de trabalho será implementada de forma gradual, conforme o seguinte cronograma:

•Outubro de 2026: previsão de promulgação e publicação da emenda;

•Dezembro de 2026: após 60 dias da publicação, o limite semanal de trabalho cairá de 44 para 42 horas;

•Dezembro de 2027: o limite será reduzido para 40 horas semanais, encerrando o período de transição.

Lula poderá participar da promulgação?

O presidente poderá participar da cerimônia de promulgação no Congresso, mas não poderá usar o ato institucional para pedir votos ou promover sua candidatura à reeleição.

•LEIA MAIS  Lula celebra aprovação da PEC do fim da escala 6x1 no Senado

Como foi a votação no Senado?

A PEC foi aprovada em dois turnos pelo plenário do Senado, por 75 votos a 1. O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente durante o governo Jair Bolsonaro.

O que muda para o trabalhador?

A mudança será gradual. Inicialmente, o limite da jornada cairá de 44 para 42 horas semanais. Um ano depois dessa primeira redução, passará a 40 horas, com limite de oito horas diárias.

O texto prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerado por semana, com uma das folgas preferencialmente aos domingos. 

Também proíbe a redução salarial e permite que a distribuição das folgas seja negociada coletivamente, desde que seja garantido ao menos um dia de descanso a cada sete dias de trabalho.

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