Flávio Bolsonaro envia carta aos EUA contra tarifa de 25% ao Brasil

Documento do senador foi endereçado ao secretário Marco Rubio; entenda

Por Da Redação
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Flávio Bolsonaro envia carta aos EUA contra tarifa de 25% ao Brasil

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enviou nesta terça-feira (2) uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pedindo que o governo do presidente Donald Trump não aplique a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

No documento, Flávio afirma que o Brasil vive uma "grave deterioração fiscal e econômica" e argumenta que eventuais sanções comerciais poderiam prejudicar a população brasileira. 

Antes de enviar a carta, o parlamentar já havia afirmado que entraria em contato com o governo dos Estados Unidos, embora tenha defendido que a negociação deveria ser conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Flávio também declarou que, durante encontro com Trump na semana passada, pediu diretamente que as empresas brasileiras não fossem alvo de novas tarifas.

Entenda

A conclusão preliminar da investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou, na segunda-feira (1º), a aplicação de tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros.

A proposta está ligada a uma investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelos EUA para apurar práticas consideradas desleais por parceiros comerciais.

No documento, o governo norte-americano cita temas como o Pix, acordos comerciais preferenciais, etanol e políticas ambientais entre os fatores que justificariam a adoção de medidas contra o Brasil.

Resposta do governo Lula

O governo Lula classificou nesta terça-feira (2), por meio de nota, como uma tentativa de interferência em assuntos internos do Brasil a proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

•LEIA MAIS: Lula acusa Flávio e Eduardo Bolsonaro de serem "vendilhões da pátria" 

O Palácio do Planalto afirmou que a medida tem motivação política, criticou a abertura da investigação comercial e atribuiu a iniciativa à atuação da família do ex-presidente Jair Bolsonaro junto ao governo norte-americano.

“Essa investigação teve início em 15 de julho de 2025 por provocação da família Bolsonaro e está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país”, diz a nota.
 

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