Flávio Bolsonaro fala em simplificar licenciamento ambiental e revisar reforma tributária caso seja eleito
Senador e pré-candidato à Presidência afirma que excesso de exigências atrapalha investimentos

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta segunda-feira (22), que, caso seja eleito, pretende promover uma simplificação dos processos de licenciamento ambiental. A declaração foi feita durante um discurso no evento "Agenda dos Presidenciáveis", realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Na ocasião, o parlamentar defendeu medidas para reduzir a burocracia, estimular investimentos e melhorar o ambiente de negócios no país.
Para Flávio, a quantidade de autorizações exigidas para novos empreendimentos acaba dificultando a abertura de negócios e a geração de empregos. Ele citou como exemplo a construção de hotéis e outros investimentos que dependem de licenças para sair do papel.
“Eu vou desburocratizar e simplificar essas questões de licenças ambientais, por exemplo. É inadmissível que, com tantos licenciamentos que são necessários para você empreender, quer fazer um hotel em algum lugar, quer investir em qualquer coisa que vá gerar dinheiro, é licença principal, licença estadual, são os órgãos de controle perturbando quem quer empreender”, afirmou o senador.
“É inaceitável que o Estado e o Governo atrapalhem a concorrência”, complementou.
Durante a fala, o pré-candidato também abordou a situação econômica do país e defendeu uma revisão da regulamentação da Reforma Tributária, com foco na redução da carga de impostos ao longo dos anos.
"Quando eu falo para você suspender a regulamentação da Reforma Tributária, é para dar tempo de fazer uma reforma tributária negativa, com redução de carga tributária ao longo dos anos, com previsibilidade, com ajuste fiscal", disse.
"Eu tenho convicção de que o melhor que nós podemos fazer para que o país volte a respirar, para poder ajudar aqueles mais de 80% de famílias que estão em inadimplência, as mais de 5.500 empresas que estão pedindo recuperação judicial. 20% das empresas do agro estão colocando o seu custo das propriedades à venda porque não têm como pagar suas dívidas", complementou o senador.


