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"Foi uma total injustiça": Motorista de aplicativo atacado com tesoura contesta classificação do caso como lesão corporal

Em entrevista ao Farol da Bahia, Leonardo Ribeiro afirma que a localização dos golpes demonstra gravidade da agressão

Por Da Redação
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"Foi uma total injustiça": Motorista de aplicativo atacado com tesoura contesta classificação do caso como lesão corporal

Foto: Reprodução

O motorista de aplicativo Leonardo Ribeiro, de 30 anos, contesta a classificação dada ao caso em que foi atacado com uma tesoura por uma passageira, na última segunda-feira (31), enquanto rodava uma viagem no bairro do Costa Azul, em Salvador. Na delegacia, a ocorrência foi registrada como lesão corporal.

A agressão ocorreu após uma discussão sobre o pagamento de uma corrida mediada pelo aplicativo inDrive. A passageira teria dito que deixaria o valor para uma próxima viagem, possibilidade que, segundo o motorista, a plataforma não permite. Durante o desentendimento, ela retirou uma tesoura da bolsa e passou a ameaçar o motorista. Parte da agressão foi registrada pela câmera instalada no veículo.

Em entrevista ao Farol da Bahia, Leonardo defende que, considerando a forma que foi atacado e as regiões que a passageira atingiu, o episódio deveria ser investigado como tentativa de homicídio. “Se atravessa minha garganta, não sei se teria socorro na hora”, afirmou. De acordo com Leonardo, ele sofreu cortes nas mãos e no pescoço, além de hematomas no braço. Apesar dos ferimentos, ele não precisou levar pontos nem passar por cirurgia.

O motorista contou que ao chegar na delegacia, mostrou a gravação completa da agressão, além de informações e registros da corrida. Ele disse que acreditava que a passageira seria presa após chegar à delegacia, o que não ocorreu.

“Tanto eu, quanto os meus advogados que estavam lá, achamos um total absurdo”, disse Leonardo sobre a classificação do crime como lesão corporal. Segundo ele, os advogados vão acompanhar formalmente todo o inquérito para buscar o reconhecimento do episódio como tentativa de homicídio. 

“Eu fico triste com essa situação. Foi uma total injustiça, do começo ao fim. Desde quando fui acusado de agredir ela, até quando mostrei todas as provas e, mesmo assim, ela saiu impune”, lamenta o motorista.

Leonardo afirma que a passageira não havia apresentado comportamento agressivo durante o percurso. “Nós, motoristas de aplicativo, temos um grupo e costumamos monitorar as corridas uns dos outros. Quando aceitei a viagem, pedi: ‘Gente, monitora essa corrida’. Eu estava saindo de Lauro de Freitas para o Costa Azul. Se eu não me engano, um amigo até disse ‘Costa Azul é nobre, amigo, pode ficar tranquilo’. Quando vi que era apenas uma mulher e uma criança, disse também que podiam ficar tranquilos, mas continuei compartilhando minha localização. Durante a corrida, não sei se gravou tudo, ela não apresentou nenhum sinal de que era perturbada mentalmente".

Após o episódio, o motorista entrou em contato com a inDrive e recebeu atendimento do suporte, que segundo ele, ofereceu um seguro e baniram a passageira da plataforma. O Farol da Bahia entrou em contato com a inDrive para obter um posicionamento sobre a assistência prestada ao motorista e aguarda um retorno.

Leonardo trabalha como motorista de aplicativo há cerca de quatro meses e diz que pretende continuar na atividade. A reportagem também procurou a Polícia Civil para cobrar um posicionamento sobre a classificação da ocorrência e aguarda resposta.     

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