Fuga de Flávio Bolsonaro envolveu seis carros e três jatos, afirma jornal argentino
Senador saiu do Brasil pela Argentina, rumo aos EUA

Foto: Divulgação/PL
Seis carros deixaram a casa Flávio Bolsonaro (PL), em Brasília, durante a fuga do senador para os Estados Unidos pela fronteira com a Argentina. A estratégia foi adotada para dificultar a identificação daquele que levaria o senador e sua família, afirma o jornal argentino Clarín.
Ainda segundo o periódico, ao menos três jatos particulares foram usados na operação envolvendo o candidato à Presidência derrotado, com alternativas de saída, em caso de imprevisto.
A viagem por estrada não estava inicialmente nos planos, diz a reportagem. Flávio tinha fretado um avião para ir de Brasília a Foz do Iguaçu (PR), mas o dono se recusou a fazer o voo ao saber da ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibia o senador de deixar o Brasil.
Diante disso, a família teria percorrido mais de 1,6 mil quilômetros de carro. O Clarín afirma que representantes dos Estados Unidos ajudaram a organizar o trajeto e atuaram no aeroporto de Puerto Iguazú, onde Flávio Bolsonaro embarcou com a mulher e as duas filhas rumo a Miami.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, porém, negou neste sábado (31) que tenha havido ajuda a Flávio por parte do país norte-americano.
De acordo com o jornal, eles afastaram funcionários argentinos de parte dos procedimentos e prepararam outros aviões, inclusive para uma possível saída pelo Paraguai. O jornal diz que o presidente Javier Milei enviou seu assessor Santiago Caputo para ajudar na operação.
A família teria chegado ao aeroporto por um acesso direto à pista, antes da caminhonete branca mostrada por emissoras de TV na terça-feira (27) à noite. Flávio, inclusive, já estaria dentro do jato no momento registrado. Após uma escala em Guayaquil, no Equador, Flávio chegou a Miami, nos Estados Unidos, na quarta-feira (28) pela manhã.
O candidato à Presidência derrotado deixou o Brasil mesmo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter proibido sua saída e determinado a entrega dos passaportes, em uma investigação sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas.


