Gasolina adulterada: como ela age no motor do carro?
Com mais etanol ou solventes, a gasolina pode prejudicar sistema de injeção e provocar vários danos ao motor

Abastecer faz parte da rotina de qualquer motorista, mas um tanque de gasolina adulterada pode causar dores de cabeça e um prejuízo que vai muito além do valor gasto no posto. Mesmo com a nova gasolina E32, o consumidor deve continuar atento à qualidade do combustível e evitar estabelecimentos com preços muito abaixo da média.
Os primeiros sinais costumam aparecer logo após o abastecimento. Se o carro começou a falhar, perdeu força nas acelerações, ficou mais difícil de ligar ou passou a consumir mais combustível do que o normal, vale a pena investigar. Em alguns casos, a luz da injeção eletrônica também pode acender no painel, indicando problemas na combustão.
O combustível adulterado pode comprometer componentes importantes como velas, bicos injetores, bomba de combustível e até o catalisador. Em situações mais graves, o uso prolongado pode provocar danos internos no motor, elevando bastante o custo do reparo.
Caso suspeite da qualidade da gasolina, evite continuar rodando com o veículo. Guarde a nota fiscal do abastecimento e leve o carro a uma oficina de confiança para uma avaliação. Se necessário, pode ser feita a drenagem do tanque e a limpeza do sistema de combustível antes que o problema se agrave.
Também é importante comunicar o posto onde o abastecimento foi realizado e registrar uma denúncia junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP), que fiscaliza a qualidade dos combustíveis no país. A própria agência disponibiliza a plataforma “ANP com VC – Postos”, onde o consumidor pode consultar se o estabelecimento está regular e verificar seu histórico de fiscalizações.
A melhor forma de evitar problemas continua sendo abastecer em postos de confiança, exigir a nota fiscal e desconfiar de preços muito abaixo dos praticados na região. A economia de poucos reais pode acabar se transformando em um conserto de milhares de reais.


