Governo quer criar 89 escolas cívico-militares em 2022, diz ministro

No ano que vem, MEC espera alcançar o número de pelo menos 216 escolas cívico-militares no país

[Governo quer criar 89 escolas cívico-militares em 2022, diz ministro]

FOTO: Reprodução / Agência Brasil

Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, anunciou, nessa quarta-feira (24), que o governo federal quer implantar 89 novas escolas cívico-militares no país ao longo de 2022. Atualmente, 127 estão em pleno funcionamento. Caso a promessa do ministro se concretize, o Executivo vai alcançar o número de 216 escolas cívico-militares no ano que vem, meta que estava prevista apenas para ser concluída apenas em 2023.

“Nosso objetivo não é só formar um bom estudante, mas também formar o cidadão que conduzirá o destino dessa grande nação”, destacou.

Neste modelo cívico-militar, os militares atuam no apoio à gestão escolar e educacional, enquanto professores e demais profissionais da educação são responsáveis pelo trabalho didático-pedagógico. Na avaliação de Milton, desde 2019, quando o governo regulamentou o Pecim (Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares), a iniciativa tem sido um sucesso.

“Os índices de evasão [escolar], de melhoria na qualidade do ensino são visíveis. Ao escolhermos escolas no entorno das grandes cidades, que são mais suscetíveis à violência, a melhoria no ambiente, no entorno, fica evidente. Com a presença dos monitores, traficantes que querem desviar a juventude se distanciam”, disse o ministro, mas sem apresentar dados.

Gilson Passos, diretor de políticas para escolas cívico-militares, acrescentou que, apesar de ainda ser cedo para mensurar resultados, “baseado em relatos de prefeitos e diretores é possível perceber o aumento pela procura de vagas nas escolas e que questões de abandono, evasão e de violência escolar já não são mais as principais preocupações dos diretores”.

Segundo o MEC, uma das ações necessárias para a implementação do Pecim é a realização de uma consulta pública formal com a participação da comunidade escolar, incluindo pais e alunos da escola. Conforme Passos, a maioria das pesquisas que são feitas revelam uma ampla aceitação da comunidade ao programa.


 


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