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Grupo suspeito por roubo e desmanche de joias é alvo de operação em SP

Operação Ouro Reverso foi lançada na manhã desta segunda-feira (24)

Por Da Redação
Às

Grupo suspeito por roubo e desmanche de joias é alvo de operação em SP

Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo realiza nesta segunda-feira (24) a segunda fase da Operação Ouro Reverso, que investiga uma rede suspeita de atuar desde o roubo de joias até o derretimento das peças e a reinserção do ouro no mercado.

A Justiça de São Paulo determinou, nesta segunda-feira (24), o bloqueio de R$ 34,6 milhões em contas de investigados por atuação em rede suspeita de roubo e desmanche de joias. Além do bloqueio de bens, a Justiça ainda determinou sequestro de sete veículos e um imóvel.

Coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a Operação Ouro Reverso cumpre quatro mandados de prisão e 28 de busca e apreensão na capital paulista e em Guarulhos.

Segundo a Polícia Civil, o esquema funcionaria em três etapas. Os executores seriam responsáveis pelos roubos e furtos de joias. Os processadores, entre lojistas e receptadores, receberiam as peças e fariam o derretimento e a remanufatura do ouro. Já os financiadores seriam responsáveis pela lavagem do dinheiro obtido com a comercialização do material.

O derretimento das joias seria uma das principais etapas do esquema, porque dificultaria a identificação da origem das peças. Depois, o ouro poderia voltar ao mercado por meio de empresas e documentos fiscais.

A Justiça determinou o bloqueio de 13 contas bancárias, que somam R$ 34.682.364,90. A operação mobiliza 60 policiais civis, além de auditores da Receita Estadual e avaliadores da Caixa Econômica Federal.


Primeira fase

A investigação começou com a primeira fase da Operação Ouro Reverso, realizada em maio de 2025. Na ocasião, a Polícia Civil apreendeu cerca de R$ 2,7 milhões em ouro e joias, além de R$ 157 mil em dinheiro.

A análise do material apreendido levou os investigadores a identificar conexões entre assaltantes, comerciantes e operadores financeiros. A segunda fase busca alcançar outros integrantes da suposta organização, principalmente responsáveis pelo recebimento e processamento do ouro e pela movimentação dos recursos.

Os investigados ainda são alvo de apuração policial e não há, no material fornecido, informação sobre eventual denúncia ou condenação judicial.

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