Guedes diz que contas públicas nunca estiveram "tão no lugar quanto agora"

O ministro da Economia elogiou a atuação do presidente do Banco Central no combate à inflação

Por Da Redação
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Guedes diz que contas públicas nunca estiveram "tão no lugar quanto agora"

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Durante a abertura do 30º Congresso & ExpoFenabrave, na capital paulista, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que as contas públicas do governo brasileiro nunca estiveram "tão no lugar quanto agora". O ministro afirmou que o Brasil tem surpreendido economistas e que a porcentagem de crescimento para este ano será de 3%. Em relação ao ano que vem, Guedes pontuou que cenário será mais favorável.

"O ano que vem vai ter o mesmo investimento estrutural (no Brasil), só que o componente cíclico vai ser favorável, porque aí a taxa de juros vai estar baixando, e a inflação já está descendo." O ministro disse esperar que a Selic comece a ser reduzida em 2023.

Paulo Guedes aproveitou para elogiar o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, por ter feito um bom trabalho no combate à inflação. "O Banco Central independente foi o primeiro banco central a se mover no controle da inflação, mérito do nosso presidente do Banco Central, Roberto Campos (Neto). Se moveu primeiro, e lá fora (está) todo mundo dormindo no volante até hoje", afirmou.

O sinal positivo diante da atuação do BC veio um dia depois de o ministro tecer críticas à instituição. Na terça-feira (20), em entrevista à rádio Guaíba, Paulo Guedes criticou os alertas sobre risco fiscal emitidos pelo BC. Segundo Guedes, enquanto à instituição financeira demonstrava preocupação com as contas públicas, ele estava preocupado com o juro negativo.

O Banco Central demonstrou preocupação em relação ao fiscal, principalmente após a aprovação da PEC dos Benefícios, que elevou o valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para $ 600, além de ter potencializado e criado outros benefícios. Para que isso pudesse acontecer, o teto fiscal foi rompido, o que fez com a PEC fosse intitulada de PEC Kamikaze, devido aos riscos que apresentava às contas públicas.

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