"Houve uma manipulação", afirma Jaques Wagner sobre votação na CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilo de Lulinha
Sessão foi suspensa após uma confusão, incluindo bate-boca e empurrões, entre os parlamentares presentes

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta quinta-feira (26) que a votação sobre a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foi "manipulada". A declaração foi realizada à CNN.
"Houve uma manipulação, prefiro não adjetivar e, portanto, não sei exatamente como esse imbróglio vai terminar", disse Wagner.
A sessão em que a quebra de sigilo foi aprovada foi suspensa após uma confusão, incluindo bate-boca e empurrões, entre os parlamentares presentes. Para Wagner, o ocorrido é "absurdo".
"Um absurdo, realmente foi-se as vias de fato porque as pessoas ficaram indignadas com a proclamação do presidente Carlos Viana sobre o resultado. Não há como negar que o número nosso era 14 e não 7 e quem ganha é a maioria", afirmou.
"Na minha opinião, um horror, porque eu acho que o tratamento dentro do Congresso deveria se dar de outra forma, mas não há como se calar", complementou o senador.
Segundo Wagner, o PT deve recorrer da decisão e procurar o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para tratar do caso.
"Nós estamos muito tranquilos, vamos continuar brigando por aquilo que achamos correto e vamos ver. O presidente Davi deve submeter isso à mesa ou à Comissão de Justiça do próprio Senado, e vamos ver qual a decisão. Na verdade, como essa CPI é mista, o comando é realmente do presidente do Congresso, mas acaba envolvendo também o presidente Hugo Motta", pontuou.
"Ele [Lulinha] pode prestar esclarecimento, mas nós não podemos ter uma CPI com cacoete para um lado só. Ele pode prestar depoimento, eu quero saber por que o cunhado do Vorcaro não pode", complementou.


