IA: influenciador mostra em vídeo os perigos da Inteligência Artificial no dia a dia; veja o vídeo
Estudos indicam que jovens e idosos estão entre os grupos mais suscetíveis à circulação e ao consumo de conteúdos falsos

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Em vídeo postado nas redes sociais, o influenciador Breno Lobato alerta para os perigos das imagens geradas por Inteligência Artificial (IA).
Ele utiliza o próprio rosto para gerar imagens de outras pessoas com IA. Dentre as simulações estão uma mulher pedindo dinheiro, um médico promovendo medicamentos e um policial avisando sobre um CPF vazado com o objetivo de demonstrar por que não se deve confiar em imagens que circulam na internet sem conferir a fonte e sua credibilidade.
"Nenhum deles existe. Eu criei todos em minutos com a inteligência artificial. Hoje, qualquer rosto pode ser fabricado, qualquer voz pode ser clonada e qualquer emoção pode ser simulada. Então antes de acreditar, duvide", diz Bruno.
Na legenda, ele alerta que a tecnologia está disponível para qualquer um que deseja usá-la.
Além do alerta feito pelo influenciador, pesquisas mostram que os riscos dos 'deepfakes' tendem a ser ainda maiores porque essa tecnologia combina Inteligência Artificial com imagens, vídeos e áudios reais, o que dificulta a distinção entre o que é verdadeiro e o que é falso.
O Relatório Anual de Inteligência Artificial de Ameaças 2025, da empresa iProov, aponta que pessoas com mais de 55 anos são as mais vulneráveis a esse tipo de conteúdo, já que cerca de um em cada três entrevistados dessa faixa etária nunca ouviu falar no termo “deepfake”. O estudo revela ainda que apenas 0,1% dos participantes conseguiram identificar corretamente todos os exemplos de conteúdos falsos e que quase metade dos entrevistados não sabe como denunciar esse tipo de material, o que contribui para a disseminação de fraudes, notícias falsas e para a queda da confiança nas redes sociais.
Outro estudo realizado nos Estados Unidos revelou que apenas 11 % dos adultos jovens entre 18 e 29 anos conseguiram identificar corretamente uma alta proporção de manchetes reais e falsas, em comparação com 36 % dos participantes mais velhos, sugerindo que, apesar de serem mais “nativos digitais”, jovens podem ser surpreendentemente suscetíveis à desinformação gerada por IA nas notícias. O dado faz parte de um inquérito conduzido pelo YouGov utilizando o Misinformation Susceptibility Test (MIST).
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