Inflação no governo Lula é a menor antes de uma eleição em 30 anos
IPCA acumulou alta de 17,9% entre janeiro de 2023 e agosto de 2026

Foto: Ricardo Stuckert/PR
A inflação acumulada no terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é a menor registrada em um mandato presidencial até as vésperas de uma eleição desde a implantação do Plano Real, em 1994.
Entre janeiro de 2023 e agosto de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 17,9%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado significa que, até agosto do último ano do mandato, os preços subiram menos no governo Lula do que em qualquer outro período equivalente desde o Plano Real.
A comparação considera a inflação acumulada até agosto do quarto ano de cada governo, já que o IPCA de setembro de 2026 só será divulgado em 9 de outubro, cinco dias após o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
Até então, o menor acumulado nesse mesmo período pertencia ao segundo mandato de Lula. Entre janeiro de 2007 e agosto de 2010, o IPCA havia subido 19%, segundo levantamento publicado pela Folha de S.Paulo.
Inflação fica abaixo da registrada em outros governos
O resultado também é inferior ao registrado no governo de Jair Bolsonaro (PL), que antecedeu a atual gestão. Entre janeiro de 2019 e agosto de 2022, a inflação acumulada pelo IPCA foi de 25,3%.
Na prática, isso significa que a alta acumulada dos preços até agosto do último ano do terceiro mandato de Lula foi menor do que a registrada no mesmo período do governo anterior.
Endividamento das famílias
Apesar do resultado favorável na inflação, o nível de endividamento das famílias continua sendo um ponto de atenção para o governo às vésperas das eleições.
Em agosto, 82% das famílias brasileiras tinham dívidas a vencer, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O percentual permaneceu em nível recorde.



