Irmã de Ricardo Nunes é presa após ser reconhecida por sistema de câmeras em SP
Janaina Reis tinha mandados de prisão em aberto e foi reconhecida pelo SmartSampa, sistema que identifica foragidos da justiça

Foto: Reprodução / Redes Sociais
A irmã de Ricardo Nunes, prefeito da cidade de São Paulo, foi presa na tarde desta quinta-feira (15). Ela foi reconhecida pelo Smart Sampa, sistema de videomonitoramento que utiliza reconhecimento facial para identificar foragidos da Justiça e pessoas desaparecidas. O recurso foi lançado em 2024 e é uma das principais bandeiras da gestão de Nunes.
Janaína Reis Miron estava nas proximidades de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) quando foi identificada pelo sistema e detida por policiais. Ela possui três mandados de prisão em aberto pelos crimes de desacato, embriaguez ao volante e lesão corporal.
Ricardo Nunes afirmou, em entrevista à GloboNews, que não tem contato com a irmã há mais de 15 anos. Segundo ele, a mãe deles cria um dos três filhos de Janaína, enquanto os outros dois vivem com o pai.
O prefeito de São Paulo também declarou que a irmã tem um transplante marcado e que estava na unidade para retirar medicamentos. De acordo com Nunes, a família tentou ajudá-la a lidar com vícios, mas não obteve sucesso.
Janaína foi condenada por embriaguez ao volante e desacato a policiais após ser abordada em uma rodovia no interior de São Paulo, em outubro de 2022. A condenação ocorreu em julho de 2025.
Segundo um policial que atuou na ocorrência, Janaína dirigia em zigue-zague. Ela apresentava sinais de embriaguez e estava com os documentos do veículo e a habilitação vencidos.
Ainda de acordo com o depoimento, ao ser informada de que seria custodiada, ela xingou a equipe, ameaçou soltar cães que estavam dentro do carro e disse que correria pela rodovia.
Ela também teria afirmado que o marido era capitão da polícia e que iria prejudicar os agentes. Disse ainda que eles deveriam “estar pegando ladrão” e não abordando uma “mãe de família”.
Janaína se recusou a realizar o teste do bafômetro.
O caso de lesão corporal ocorreu em 2014, contra o próprio filho. Ela teria agredido a criança, causando ferimentos considerados leves, que foram comprovados por exame de corpo de delito.


