Irmão do deputado Paulo Azi integra Lista do Trabalho Escravo
Assessoria do parlamentar afirma que Eduardo foi surpreendido com a inclusão na lista e que está recorrendo judicialmente

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O irmão do deputado federal Paulo Azi (União Brasil-BA), Eduardo Veloso Danta Azi está entre os 169 incluídos na Lista Suja do Trabalho Escravo, divulgada na terça-feira (7), pelo Ministério do Trabalho. Cinco trabalhadores em condições análogas à escravidão foram resgatados de uma fazenda de Eduardo, no munícipio de Barra, no oeste baiano, em 2024.
Além dele, outros 17 baianos foram incluídos na Lista. A Bahia é o terceiro estado com maior número de empregadores atuados. O destaque da lista é a BYD, após 167 trabalhadores da fábrica chinesa em Camaçari terem sido resgatados de condições análogas a escravidão.
O povoado de Tombador, em Jacobina, no norte baiano, aparece com 66 trabalhadores resgatados. O local é conhecido pela mineração de ouro e pedras semipreciosas.
Em nota à imprensa, a assessoria do deputado Paulo Azi informou que o caso é referente a uma empresa de vigilância privada que Eduardo era inventariante. De acordo com o texto, a empresa foi autuada pelo Ministério Público do trabalho durante uma ação de fiscalização.
As partes teriam firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) encerrando a ação. Porém, quase um ano depois, Eduardo foi surpreendido com a inclusão de seu nome na lista. Segundo a assessoria, a inclusão tem sido contestada judicialmente.
Leia a nota na íntegra:
"O caso se refere a uma empresa de vigilância privada que prestava serviço na propriedade privada da qual Eduardo era inventariante. Em uma ação de fiscalização, essa empresa e o inventariante foram autuados pelo Ministério Público do Trabalho. As partes celebraram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o que culminou com o encerramento da ação. Quase um ano depois, o inventariante foi surpreendido com a notícia da inclusão do seu nome na referida lista, o que está sendo contestado judicialmente, uma vez que havia um TAC já firmado e a ação havia sido extinta."


