Jeep Renegade Willys 2027: teste completo do único 4x4 do segmento

SUV compacto mantém tração 4x4 nesta versão

Por Marcos Camargo Jr.
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Jeep Renegade Willys 2027: teste completo do único 4x4 do segmento

O Jeep Renegade já foi líder de vendas no segmento e, mesmo após mais de uma década de mercado, mostra que ainda tem fôlego para continuar relevante. Em sua versão topo de linha Willys, o SUV combina o conhecido motor T270 com tração 4x4 e seletor de terrenos, mas segue sem qualquer tipo de eletrificação. Afinal, por que a Jeep não adotou o sistema híbrido leve nessa configuração? O Farol da Bahia testou o novo Renegade Willys. 

O tempo passou para o Renegade, novos concorrentes chegaram e o mercado mudou bastante. Ainda assim, o SUV compacto da Jeep continua encontrando seu espaço. Em 2025, suas vendas cresceram 15% e, somente em maio, foram emplacadas 4.323 unidades, resultado que o colocou como o sexto modelo mais vendido da categoria. Um desempenho respeitável para um veículo lançado há 11 anos.

A linha Renegade 2027 passa a contar com quatro versões: Altitude, Longitude, Willys e Sahara. As configurações Sport e T270 deixam de existir, reforçando a estratégia da marca de concentrar a gama em versões mais completas. Nesse cenário, o Willys se destaca como uma das opções mais interessantes.

Visualmente, o Renegade mantém os elementos clássicos que o tornaram reconhecido, como a grade de sete fendas, os faróis redondos e as lanternas com desenho em “X”. O modelo também recebeu novas molduras externas em formato trapezoidal.

Na versão Willys, o apelo aventureiro fica ainda mais evidente. O SUV traz pneus de uso misto, rodas exclusivas, gancho de reboque, adesivos inspirados na tradicional série especial, para-choques específicos e diversos detalhes voltados ao universo off-road.

Interior renovado, mais tecnológico e funcional

A principal evolução está na cabine. O painel ganhou linhas mais retas e acabamento visualmente mais uniforme, embora tenha deixado de utilizar materiais macios ao toque presentes em versões anteriores.

O console central recebeu uma nova alavanca de câmbio compacta, enquanto a central multimídia de 10,1 polegadas passou a ter formato flutuante e conectividade ampliada. No Renegade Willys, os comandos dos modos de condução e da tração permanecem posicionados no console central. A versão também oferece teto solar panorâmico, item ainda raro entre SUVs compactos.

Toda a linha Renegade passa a contar com saídas de ar para os ocupantes do banco traseiro, aumento de 10% nos espaços porta-objetos e índice de reciclabilidade de 82%. Nas versões mais completas, como a Willys, há ainda ajuste elétrico para o banco do motorista e integração com a assistente virtual Alexa.

Motor conhecido e câmbio automático de nove marchas

Sob o capô, permanece o motor 1.3 turbo T270, que entrega 176 cv de potência e continua entre os mais fortes do segmento. Sem qualquer assistência híbrida, ele trabalha em conjunto com o câmbio automático de nove marchas e a tração integral.

Na prática, o conjunto faz do Renegade Willys um verdadeiro coringa em situações de baixa aderência. O SUV se mostra competente em pisos de terra, lama e até em rodovias sob chuva intensa, quando há risco de aquaplanagem.

Fora do asfalto, além da tração 4x4, os pneus ATR de uso misto ajudam a melhorar a aderência e reforçam a vocação aventureira da versão.

Por que o Renegade Willys não virou híbrido?

A resposta passa por uma questão de viabilidade técnica e financeira. A Jeep homologou o sistema híbrido leve associado ao motor T270 apenas nas versões equipadas com câmbio automático de seis marchas. Para adaptar a tecnologia à configuração com tração 4x4 e transmissão automática de nove velocidades, seria necessário um novo processo de desenvolvimento e homologação.

Considerando os custos envolvidos e o volume relativamente pequeno de vendas dessa versão específica, a conta simplesmente não fechou. Por isso, a marca optou por manter o conjunto mecânico tradicional no Willys.

Além disso, em uma configuração voltada ao uso fora de estrada, o ganho proporcionado por um sistema híbrido leve seria limitado, especialmente quando comparado ao investimento necessário para sua implementação. Dessa forma, a Stellantis decidiu restringir a tecnologia MHEV a apenas algumas versões da linha 2027.

Para quem busca um SUV compacto com tração integral de verdade e não faz questão das soluções mais recentes de eletrificação, o Renegade Willys continua sendo uma opção bastante interessante. Embora tenha preço sugerido de R$ 189.490, é possível encontrá-lo com facilidade na faixa dos R$ 170 mil, valor que mostra que um veículo robusto e preparado para enfrentar qualquer terreno não precisa necessariamente custar uma fortuna.

 

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