Julgamento de Nicolás Maduro nos EUA terá início em 1° de junho de 2027
Ex-presidente venezuelano responde a acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas e outros crimes

Foto: Agência Brasil
Um juiz federal dos Estados Unidos determinou nesta quarta-feira (22) que o julgamento do ditador deposto da Venezuela Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, começará em 1º de junho de 2027.
A data foi determinada pelo juiz federal encarregado do caso, Alvin Hellerstein, durante audiência no tribunal distrital do sul de Nova York nesta quarta, na qual Maduro, de 63 anos, e Cilia estavam presentes.
A decisão de Hellerstein sobre a data do julgamento decorreu de um pedido feito pela promotoria e pela defesa de Maduro em uma carta enviada a ele na terça. Na audiência desta quarta, o advogado de defesa de Maduro, Barry Pollack, voltou a afirmar que pedirá o arquivamento do caso alegando que ele deveria ter imunidade por ser chefe de um Estado soberano. O juiz marcou uma audiência para 17 de novembro para que a defesa apresente uma argumentação sobre isso.
Maduro está preso nos EUA ao lado da esposa, Cilia Flores, desde janeiro deste ano. Ambos respondem a acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e de armas. Na primeira audiência de custódia, realizada após a prisão, o casal se declarou inocente de todas as acusações.
Os EUA classificam Maduro como um ditador corrupto, cuja má gestão levou ao colapso da economia da Venezuela. Além disso, o acusam de fraudar as eleições de 2018 e 2024.
Maduro e Cilia Flores foram presos por militares norte-americanos após a operação conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela em 3 de janeiro. Desde então, os dois permanecem detidos no Centro de Detenção Metropolitano de Nova York, onde aguardam o andamento do processo.
As acusações apresentadas pela Promotoria norte-americana afirmam que Maduro liderou um esquema de narcoterrorismo e facilitou o envio de drogas e armamentos para organizações criminosas com atuação internacional. Flores também é apontada como integrante da estrutura investigada.
O ex-ditador venezuelano enfrenta quatro acusações criminais, entre conspiração para o narcoterrorismo e conspiração para importação de cocaína, e pode enfrentar prisão perpétua se for condenado.
Sua ex-vice-presidente, Delcy Rodríguez, atua como presidente interina desde então e estreitou laços com o governo Trump, que controla efetivamente as exportações do petróleo venezuelano, cuja receita é depositada em contas especiais supervisionadas por Washington.


