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Juliete Barreto defende saúde mental como prioridade para políticas públicas na Bahia

Pré-candidata a deputada estadual pelo PCdoB aponta dificuldades na Rede de Atenção Psicossocial e cobra maior responsabilidade do Estado diante do avanço de transtornos mentais

Por Da Redação
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Juliete Barreto defende saúde mental como prioridade para políticas públicas na Bahia

Foto: FB Comunicações

A saúde mental é apresentada por Juliete Barreto, pré-candidata a deputada estadual pela Bahia pelo PCdoB, como uma das principais pautas de sua atuação política. Psicóloga, mulher negra, mãe solo e ativista social, ela defende a ampliação das políticas públicas voltadas ao atendimento psicológico e psiquiátrico, especialmente para a população em situação de vulnerabilidade.

Entre as propostas destacadas está o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Segundo Juliete, a estrutura atual enfrenta dificuldades para garantir atendimento contínuo aos usuários, com limitações na oferta de profissionais e no acompanhamento dos pacientes.

"O que nós queremos é o fortalecimento da RAPS, Rede de Atenção Psicossocial, (0:06) porque você chega no CAPS, você não tem atendimento, você não consegue receber um atendimento."

A pré-candidata também relaciona a necessidade de ampliar os serviços públicos ao custo do acompanhamento psicológico para pessoas sem condições financeiras. Na avaliação dela, o poder público precisa considerar o crescimento de problemas como ansiedade, depressão, burnout e transtornos de pânico.

Juliete defende ainda a criação e ampliação de programas de educação em saúde mental que alcancem diferentes segmentos da sociedade, incluindo famílias, crianças, jovens e profissionais da educação. Para ela, a discussão deve ultrapassar os limites da assistência individual e integrar outras áreas das políticas públicas.

A segurança pública também é apontada como um setor que demanda atenção. A pré-candidata afirma que profissionais da área têm enfrentado situações de adoecimento mental, com impactos sobre o trabalho e a vida pessoal.

Outro ponto levantado é o aumento dos afastamentos de trabalhadores por questões relacionadas à saúde. Juliete associa esse cenário à sobrecarga do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e questiona a ausência de respostas mais efetivas do poder público.

"Então, o Estado precisa se responsabilizar, porque o sofrimento mental é uma questão de ordem pública."

Para Juliete Barreto, a saúde mental deve ser tratada como uma responsabilidade do Estado e incorporada de forma permanente às políticas públicas, com investimentos na rede de atendimento, prevenção e acompanhamento da população.

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