Justiça concede liberdade a turista gaúcha suspeita de racismo durante ensaio de verão no Pelourinho
Vítima disse que mulher cuspiu em seu rosto ao tentar questionar o tratamento da turista com colegas

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Gisele Madrid Spencer Cesar teve a liberdade concedida em audiência de custódia após ser presa em flagrante por injúria racial. A Justiça e o Ministério Público do Estado não defenderam a manutenção da prisão da investigada. Foram adotadas medidas cautelares em substituição à prisão.
Apesar de o pedido da defesa de Gisele por liberdade provisória ter sido acolhido, ela deverá cumprir medidas cautelares previstas no Código Penal.
A suspeita deve comparecer a todos os atos do processo sempre que intimada, mantendo seu endereço atualizado. Ela deverá se apresentar à Justiça, durante um ano, de forma bimestral, para informar suas atividades. A comprovação das informações poderá ser feita pela internet.
Gisele não pode se ausentar de Porto Alegre por seis meses. Está proibida de frequentar a Praça das Artes, no Pelourinho, onde ocorreu o crime, pelo período de um ano. Ela também não pode manter contato com a vítima, devendo manter distância mínima de 300 metros. Deve comparecer a todas as etapas do processo e manter o endereço sempre atualizado.
Relembre o caso
Uma turista do Rio Grande do Sul foi presa em flagrante, na quarta-feira (21), pelo crime de injúria racial contra uma comerciante que trabalha no Pelourinho, em Salvador.
De acordo com informações preliminares, a suspeita proferiu ofensas de cunho racial e cuspiu na vítima.
Ao ser conduzida à Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), a investigada continuou a adotar conduta discriminatória, solicitando atendimento exclusivo por um delegado de pele branca. Oitivas foram realizadas na unidade.
A suspeita segue custodiada e à disposição do Poder Judiciário.


