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Justiça decreta prisão preventiva de suspeitos de envolvimento em morte antes de Ba-Vi

Torcedor do Bahia foi morto a facadas na avenida 29 de Março

Por Da Redação
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Atualizado
Justiça decreta prisão preventiva de suspeitos de envolvimento em morte antes de Ba-Vi

Foto: Reprodução/Redes sociais

A Justiça decretou a prisão preventiva de seis suspeitos de envolvimento na morte de um torcedor do Bahia na avenida 29 de Março, em Salvador, no último domingo (23). Também foi convertida em preventiva a prisão de um integrante da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis (TUI) detido com um explosivo artesanal e outros artefatos no bairro do Lobato.

As decisões foram proferidas durante audiências de custódia realizadas nesta terça-feira (25), após manifestação do Ministério Público da Bahia (MPBA) pela manutenção das prisões e conversão em preventivas.

Segundo a investigação policial, os seis suspeitos integravam uma ação coletiva formada por dezenas de integrantes da TUI que usaram veículos para interceptar torcedores rivais, provocando batida de motos e cercando as vítimas com facas, barras de ferro, pedaços de madeira, socos-ingleses, pedras e artefatos explosivos improvisados.

De acordo com a decisão judicial, um dos investigados foi reconhecido por vítimas como um dos participantes diretos das agressões e apontado como um dos ocupantes do veículo utilizado na ação. Com ele, foram encontradas vestimentas com vestígios de sangue e um soco-inglês.

Outros três foram localizados entre 15 e 30 minutos após os fatos, a cerca de 300 metros do local do crime, com a outros integrantes da torcida organizada. Eles apresentavam manchas aparentes de sangue em roupas, calçados ou no corpo, circunstâncias consideradas relevantes para a investigação.

Ao acolher o parecer ministerial, a Justiça ressaltou a gravidade concreta dos fatos, destacando que a vítima sofreu múltiplas perfurações de faca e que as demais vítimas só conseguiram escapar das agressões ao buscar refúgio em áreas de mata e barrancos próximos.

Conforme a decisão, os elementos reunidos "apontam para uma ação planejada, executada por um grande grupo de pessoas e marcada pelo uso de diversos instrumentos ofensivos, circunstâncias que justificam a manutenção da prisão cautelar dos investigados".

Ainda segundo registrado na decisão, o investigado detido com um explosivo artesanal disse em interrogatório que transportava barras de ferro para eventual confronto com integrantes de torcida rival.

Ao defender a conversão da prisão em flagrante em preventiva, o Ministério Público sustentou que a apreensão do explosivo artesanal e dos demais objetos potencialmente utilizados em confrontos "evidenciava risco concreto à ordem pública". O entendimento foi acolhido pela Justiça, que destacou a periculosidade da conduta, o contexto de rivalidade entre torcidas organizadas e a necessidade de evitar novos episódios de violência.

Relembre o caso

José Alexandre Souza Borges morreu após ser espancado por integrantes de torcida organizada rival à do Bahia, clube pelo qual torcia. O crime aconteceu nas proximidades do acesso ao Estádio Manoel Barradas, o Barradão, onde foi realizado o último Ba-Vi, vencido pelo tricolor por 2 a 0.

Integrante da Bamor, organizada do Bahia, José Alexandre estava em uma moto e teria sido seguido por supostos membros da TUI. Alcançado, ele foi atacado com golpes de faca.

Outro torcedor morto

Além de José Alexandre, foi morto, no mesmo dia, outro torcedor do Bahia, identificado como Lucas dos Reis Bonfim, de 19 anos. Ele foi baleado no bairro de Castelo Branco, na capital. Dos seis investigados presos preventivamente, porém, nenhum teria tido envolvimento com esse segundo caso.

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