Justiça do Paraguai decreta prisão preventiva de ex-presidente investigado em escândalo financeiro
A medida tem como objetivo evitar uma possível fuga do país.

Foto: Reprodução.
A prisão preventiva do ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi decretada no sábado (7) pela Justiça, após acolhimento do pedido do Ministério Público. A medida tem como objetivo evitar uma possível fuga do investigado do país.
Na decisão, o magistrado Humberto Otazú considerou os riscos à segurança do ex-presidente e de interferência nas investigações. Além disso, ele pontuou que o alvo tinha acesso a informações sensíveis relacionadas ao sistema financeiro, bem como ao crime organizado.
Com a determinação, Peña continuará no Regimento de Escolta Presidencial, em Assunção. Ele foi transferido para o local após manifestantes entrarem em confronto com policias em frente a sua residência, onde cumpria prisão domiciliar.
O ex-presidente, que sofreu um impeachment depois de ter a renúncia rejeitada pelo Senado do país, é investigado por suspeitas de lesão de confiança, tráfico de influência e administração em proveito próprio relacionado ao Ueno Bank, do qual foi acionista controlador até março do ano passado.
A instituição financeira, que passava por uma por uma liquidação, fechou impossibilitando o acesso de 3 milhões de clientes ao próprio dinheiro e causando um prejuízo de cerca de US$ 809,5 milhões.
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