Justiça impõe restrições a turista acusada de injúria racial no Centro Histórico de Salvador
Mulher foi liberada após audiência de custódia, mas está proibida de retornar ao local do episódio por um ano

A Justiça da Bahia determinou que a turista gaúcha presa por suspeita de injúria racial em Salvador não poderá frequentar a Praça das Artes, no Centro Histórico da capital, onde ocorreu o episódio. A medida vale por 12 meses e foi definida após audiência de custódia realizada na sexta-feira (23).
Identificada como Gisele Madrid Spencer Cesar, de 50 anos, a mulher havia sido presa na quarta-feira (21), após proferir ofensas racistas e cuspir em uma vendedora ambulante negra no Pelourinho. Apesar da concessão da liberdade provisória, o Judiciário impôs uma série de medidas cautelares.
A decisão foi assinada pelo juiz Maurício Albagli Oliveira, que acolheu pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Segundo o magistrado, os elementos reunidos na investigação foram suficientes para caracterizar a materialidade do crime e a situação de flagrante, embora o MP tenha defendido a adoção de “providências substitutivas da prisão”.
Além da proibição de acesso à Praça das Artes, a investigada deverá comparecer a todos os atos do processo quando intimada, manter o endereço atualizado nos autos e se apresentar bimestralmente à Justiça pelo período de um ano para informar e justificar suas atividades. Também está impedida de se ausentar da comarca de Porto Alegre por mais de dez dias sem autorização judicial e de manter contato com a vítima ou testemunhas.
A defesa de Gisele Madrid alegou ausência de provas suficientes e pediu o relaxamento da prisão, mas o pedido não foi acolhido integralmente. Até a última atualização, não houve retorno da defesa para comentar a decisão judicial.


