Justiça mantém prisão preventiva de Deolane Bezerra e rejeita novo pedido de habeas corpus
Decisão unânime afasta possibilidade de prisão domiciliar e cita suspensão da inscrição da influenciadora na OAB

Foto: Reprodução/Redes sociais
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou por unanimidade, neste sábado (18), um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa preventivamente por decisão da Justiça.
Deolane é investigada na Operação Vérnix, que apura a atuação de uma organização suspeita de manter vínculos com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações apontam indícios de envolvimento em crimes relacionados à exploração de jogos de azar e à lavagem de dinheiro.
Ao votar pela manutenção da prisão, a relatora do processo, desembargadora Renata Cantello, concluiu que não houve elementos capazes de demonstrar ilegalidade na custódia preventiva ou justificar sua substituição por prisão domiciliar.
"As inconformidades apontadas pela impetração e pelo relatório da OAB/SP caracterizam meras insatisfações com a rigidez natural do regime de reclusão e questões de gestão administrativa interna, incapazes de indicar ilegalidade da custódia preventiva ou de justificar a concessão de prisão domiciliar", afirmou.
A magistrada também destacou que Deolane está com a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspensa desde que a prisão foi decretada. Segundo a relatora, essa condição impede o reconhecimento das prerrogativas destinadas a advogados em atividade.
No âmbito da Operação Vérnix, a Polícia Civil formalizou sete indiciamentos. Deolane Bezerra responde por suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa.


