Líderes evangélicos divulgam nota em defesa de Flávio após polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida
Documento nega articulação para retirar título de Padroeira do Brasil ou cancelar feriados e cultos religiosos

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
Lideranças evangélicas divulgaram, nesta segunda-feira (28), uma nota conjunta em defesa do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), após a circulação de informações falsas que associaram o senador a uma suposta articulação para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
No documento, os religiosos afirmam que não existe iniciativa de lideranças evangélicas, junto a candidaturas, para cancelar feriados ou cultos de outras religiões.
Os signatários acusaram o presidente Lula (PT) e aliados de utilizarem a informação falsa para atingir Flávio e estimular conflitos entre os dois grupos religiosos.
A mobilização foi liderada pelo pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC). Segundo os organizadores, o posicionamento conta com apoio de mais de 10 mil pastores. Entre os signatários estão Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra; Estevam Hernandes, da Renascer em Cristo; e Samuel Câmara, da Assembleia de Deus de Belém.
A polêmica se intensificou no domingo (27), quando Flávio afirmou que: "O PT já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news e conseguiu, com a ajuda de gente dentro da CNBB". O candidato não apresentou provas da acusação.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) negou participação na disseminação do conteúdo e afirmou que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas às eleições. A entidade também criticou a acusação feita contra integrantes da conferência sem apresentação de provas.


