Lula diz que quer votos de 100% dos presidiários, inclusive de Jair Bolsonaro

Os dois candidatos debatem neste domingo (18) na Band.

Por FolhaPress
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Lula diz que quer votos de 100% dos presidiários, inclusive de Jair Bolsonaro

Foto: Folha Press

ANNA JÚLIA LOPES (FOLHAPRESS) - O presidente Lula (PT) afirmou que quer os votos de 100% dos presidiários, incluindo o do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do adversário do petista, Flávio Bolsonaro (PL). O chefe do Executivo havia perguntado o motivo para o senador ter se posicionado contra a prisão de Bruno Delaroli, policial militar responsável pela bala perdida que matou a menina Ana Clara Machado, de cinco anos, no Rio de Janeiro.

Flávio, no entanto, não respondeu a pergunta e rebateu: "Lula, com você, a criminalidade explodiu no Brasil. Inclusive, você pode responder por que 73% dos presidiários votaram em você?", e o petista disse: "Eu quero 100% [dos votos dos presidiários], até do seu pai".
Jair Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por participar de um plano de golpe de Estado para impedir que Lula assumisse a Presidência da República. O ex-presidente se encontra em prisão domiciliar. 

Modelo Milei 

Em meio às acusações entre os candidatos, Lula provocou Flávio ao perguntar se o senador abraçará, se eleito, a política econômica do presidente da Argentina, Javier Milei, conhecido pelos cortes de gastos no país vizinho. "E o Milei? Vai pegar emprestada a motoserra do Milei? Responde", insistiu o presidente.

Flávio não respondeu, e perguntou qual seria o modelo de Lula na economia. "O meu. É o modelo em que a economia cresce e que tem o maior programa de inclusão social da história desse país."

Escala 6x1

O presidente Lula perguntou a Flávio Bolsonaro se ele se comprometeria a não reverter o fim da escala 6x1. O senador, não entanto, não respondeu e mudou de assunto. Flávio votou a favor do fim da escala 6x1, em uma mudança de discurso em relação à proposta do governo Lula, mas não participou da sessão.

Ele registrou a presença por volta de 20h30 e votou pela internet, o que é permitido no modelo semipresencial que foi adotado nesta quarta. A votação em segundo turno foi concluída por volta das 22h. Apesar do voto favorável, o senador garantiu a aliados e empresários a revisão de pontos da proposta caso seja eleito, como mostrou a coluna Painel, da Folha de São Paulo.

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