Lula se reaproxima de Alcolumbre e Motta para aprovar pautas antes do primeiro turno

Presidente se reuniu com autoridades na semana passada

Por Da Redação
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Lula se reaproxima de Alcolumbre e Motta para aprovar pautas antes do primeiro turno

Foto: Divulgação/Agência Brasil

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca aproximação com a cúpula do Congresso nas últimas semanas com o intuito de promover pautas que colaborem com a própria avaliação eleitoral antes do primeiro turno.

Interlocutores próximos ao presidente defendem a necessidade de avançar com temáticas de forte apelo popular, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho 6x1, para usá-las em campanha para a reeleição.

Na semana passada, Lula se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), separadamente.

Em conversa com Motta, o presidente Lula mencionou a decisão do Republicanos de se manter neutro na disputa nacional. Também participaram dessa reunião, o presidente da sigla, Marcos Pereira (SP); o ministro José Guimarães (Secretaria de Relações Insitucionais); e o presidente do PT, Edinho Silva.

Motta ainda declarou publicamente que apoiará Lula nas eleições de outubro, e sinalizou que espera ser apoiado pelo PT e por Lula na recondução à frente da Câmara, em eleições que acontecem em fevereiro de 2027. O presidente da Câmara também deve tentar eleger o próprio pai, o ex-prefeito Nabor Wanderley (Republicanos), para uma vaga ao Senado pela Paraíba.

Outro aliado de Lula pontua que o apoio de Lula à Motta é bem provável, ao considerar o empenho do parlamentar para aprovar a agenda governista nos últimos meses, a aproximação das duas autoridades e os gestos que ele vem dando de apoio ao presidente.

As conversas com Alcolumbre demonstram um cenário incerto. A reunião entre o presidente e o senador ocorreu após mais de três meses sem eles se falarem. Lula e Alcolumbre se afastaram após o Senado rejeitar a indicação do presidente por Jorge Messias a uma vaga no Supremo. O Planalto acredita que Alcolumbre foi responsável por orquestrar essa derrota do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU).

Aliados de Alcolumbre afirmam que partiu dele a decisão de o União Brasil ficar neutro na disputa presidencial, e que isso deve ser interpretado como um gesto a Lula. O PT, inclusive, negocia com integrantes de partidos do Centrão sobre um eventual apoio dessas siglas em um novo mandato de Lula.

Entre os governistas, existe a expectativa de que um novo encontro entre as duas autoridades ocorra nesta quarta-feira (12), para promover a aprovação da agenda.

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