Maioria dos governadores demoraram a decretar distanciamento na 2ª onda, segundo Ipea
Apenas o Acre, o Ceará e o Espírito Santo reagiram de forma relativamente rápida à segunda onda

Foto: Agência Brasil
De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), fundação vinculada ao Ministério da Economia, a maioria dos governos estaduais demorou a perceber a gravidade da segunda onda da pandemia de Covid-19 e só decretou medidas de distanciamento social quando as taxas de casos e mortes já estavam elevadas.
A nota técnica que foi enviada em abril, também revelou que governadores tiveram uma atuação diferente em relação à primeira onda e agiram de forma reativa, transformando ações preventivas no “último recurso” para conter o colapso dos hospitais.
A comparação entre os níveis de distanciamento social e as taxas de mortes nos estados mostra que apenas o Acre, o Ceará e o Espírito Santo reagiram de forma relativamente rápida à segunda onda.
Segundo o levantamento do Ipea, os governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins foram os mais lentos na segunda onda e não endureceram o distanciamento social de forma substancial, mesmo com a crise enfrentada no Amazonas.
Dados de monitoramento do Google mostraram que o Amazonas tinha apenas 16% de isolamento entre os dias 10 e 24 de dezembro, o que acarretou na rápida difusão do vírus e fez com que o estado fosse o primeiro a colapsar nesta segunda onda.
Ainda segundo o instituto, 22 unidades federativas adotaram medidas com um rigor 25% menor do que o registrado em março de 2021.
No ano passado, a população aderiu às medidas de restrição. O que não aconteceu na segunda onda, este ano.