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Mais de 180 jornalistas foram mortos no mundo em 2024 e 2025, aponta Unesco

Levantamento foi divulgado na segunda-feira (2) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura

Por Da Redação
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Mais de 180 jornalistas foram mortos no mundo em 2024 e 2025, aponta Unesco

Foto: Reprodução/ Partners Comunicação

Um levantamento divulgado na segunda-feira (2) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostra que 189 jornalistas foram assassinados no mundo em 2024 e 2025.

Segundo a Unesco, esse é o maior número registrado desde o biênio de 2014/2015, ou seja, dez anos antes, quando foram observadas 215 ocorrências.

O Relatório sobre a Segurança de Jornalistas e o Perigo da Impunidade mostra que, do total de ocorrências, 127 ocorreram em país que são zonas de conflito. O número representa percentual de 67% do total. Cinquenta dessas mortes foram por drones.

O levantamento indica que 36 profissionais de imprensa morreram em ataques a escritórios de veículos de imprensa ou instalações que os abrigavam. Além disso, em ao menos 15 casos, há indícios de que os jornalistas tenham sido alvejados enquanto usavam coletes com a identificação de "imprensa” ou em carros claramente identificados como sendo de jornalistas.

Em relação a causa das mortes, o levantamento mostrou que 104 mortes ocorreram enquanto jornalistas cobriam conflitos armados. Enquanto houveram 38 mortes daqueles que reportavam sobre política, 22 dos que trabalhavam em histórias sobre atividades criminais e outras daqueles que noticiavam sobre corrupção.

Dentre os 189 mortos, cinco tinham entre 15 e 24 anos e 20, entre 25 e 29 anos. Foram mortas 14 mulheres, ou seja, 7% do total, o menor percentual desde o biênio 2012/2013. Treze dessas jornalistas foram mortas em países zonas de conflito.

O maior número de mortes foi registrado na Palestina, com 62 mortes, cerca de um terço do total registrado no biênio. No Brasil, foi registrada apenas uma morte, Luís Augusto Carneiro da Costa, conhecido como Luisinho Costa, assassinado no estúdio da Rádio Guarany, em Abaetetuba, no nordeste do Pará, em maio de 2025. Segundo a Polícia Civil do Pará, o inquérito foi concluído e remetido à Justiça, com quatro pessoas indiciadas.


Comparação em anos anteriores

O número de profissionais de imprensa mortos em países fora de zonas de conflito no biênio 2024/2025 é o menor em 18 anos, com 62 casos. Desse total, 17 foram assassinados em seus escritórios; 33 em seus veículos; e 20 na própria casa, em alguns casos com membros de suas famílias. Quatro morreram em ataques terroristas e sete foram mortos em situações de manifestações, seja por manifestantes, seja por forças policiais.

Em comparação aos números obtidos no biênio 2022/2023, houve um aumento de 24% no número de mortes. As informações foram detalhadas pela Agência Brasil.
 

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