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Manchester City é considerado culpado por violações financeiras graves na Premier League

Ingleses terão até a próxima sexta-feira (2) para poder recorrer da decisão da liga; Punição ainda não foi debatida

Por Da Redação
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Atualizado
Manchester City é considerado culpado por violações financeiras graves na Premier League

Foto: Divulgação / Manchester City

O Manchester City foi declarado culpado de todas as 115 acusações relacionadas as violações de regulamentos financeiros da Premier League. De acordo com a liga inglesa, o comunicado divulgado no começo da tarde desta terça-feira (29), informando que os ingleses terão até a próxima sexta (2) para recorrer da decisão.

A Premier League afirma ter identificado que entre as temporadas 2009/10 e 2017/18, o Manchester City organizou contratos 'falsos' com vários parceiros comerciais; registrou contas falsas e escondeu a verdadeira situação financeira dos auditores e reguladores do futebol; violou significativamente os limites de gastos tanto da liga quando da Uefa e, ao longo das investigações da Premier League, além de cometer várias violações dos deveres de cooperação e de máxima boa-fé com a Liga. Qualquer tipo de punição não foi determinada pela liga até o momento.

"Agora que as acusações foram comprovadas, a questão da sanção será tratada separadamente em uma audiência adicional com a Comissão independente. De acordo com as regras da Premier League, essa audiência permanecerá privada e confidencial até que a publicação do resultado seja permitida (...) A intenção do Conselho da Premier League é que todo o processo (incluindo quaisquer recursos e publicação das decisões relevantes) seja concluído o mais rápido possível", afirmou a Premier League por meio de comunicado.

Clube inglês irá recorrer 

Momentos após o anúncio da medida da Premier League, o Manchester City divulgou ainda uma nota oficial sobre o caso, afirmando estar "tão desapontado quanto surpreso". O clube se declarou inocente das acusações feitas pela Liga, disse possuir "um corpo abrangente de provas irrefutáveis" e assegurou que "será implacável e, quando necessário, proativo" em todos os fóruns regulatórios e legais apropriados.

"O processo da Premier League continua em andamento, com elementos significativos inacabados. O Manchester City FC agora buscará as vias de recurso disponíveis, com base no fato de que a opinião contém erros materiais claros, de direito, princípio e fato, e é insegura. O Clube respeitou diligentemente o devido processo por oito anos, com base na condição de que o Conselho e a Direção da Premier League se comportariam como reguladores independentes, imparciais e justos, livres de influência partidária. O Clube obviamente está limitado no que pode dizer até que todos os procedimentos futuros estejam concluídos", afirmou.

Entenda toda situação

Em fevereiro de 2023, o City foi acusado de violação das regras financeiras da Premier League, mais de 100 vezes ao longo de nove anos. A investigação ocasionou em uma acusação que se prolongou durante quatro anos. A situação foi enviada para uma comissão independente da liga inglesa.

As possíveis violações financeiras teriam acontecido entre 2009 e 2018. O clube inglês foi acusado de ter cometido violações nas regras da Premier League que exigem "a melhor fé" no momento de declarar informações "que forneçam uma visão verdadeira e justa da posição financeira do clube".

Confira mais detalhes da nota oficial da Premier League:

"A Comissão independente concluiu que o Manchester City organizou acordos comerciais 'simulados' com vários de seus patrocinadores durante o período, que faziam parte de um esquema de financiamento disfarçado, pelo qual essas empresas eram obrigadas a pagar apenas uma parte das taxas de patrocínio relevantes. O restante foi financiado pela Abu Dhabi United Group Investment & Development Ltd (ADUG), que era proprietária do clube. Como parte do esquema, foram firmados outros arranjos 'simulados', financiados pela ADUG, para permitir que o clube registrasse despesas operacionais menores do que realmente incorreu, além de um acordo circular 'simulado' com a Fordham, uma entidade que comprou os direitos de imagem dos jogadores do clube, financiado pela ADUG.

O objetivo desses esquemas foi considerado inflar artificialmente as receitas do clube e reduzir seus custos em mais de £900 milhões durante o período afetado, para parecer estar em conformidade com as regras financeiras. A consequência disso, conforme constatou a Comissão, foi que o clube registrou contas incorretas e ocultou o verdadeiro estado financeiro de seus auditores e reguladores do futebol. A Comissão concluiu que 'por sua conduta, o clube claramente pretendia contornar as Regras da PL".

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