Mapa da Violência: Salvador e Região Metropolitana registram queda de 16% em nº de tiroteios
Os dados foram divulgados pela Instituto Fogo Cruzado na quinta-feira (25).

Foto: Tiroteio na Paralela, em salvador, em 2025. Créditos: Imagem Ilustrativa/ Reprodução.
O Instituto Fogo Cruzado divulgou dados relacionados à violência armada em Salvador e Região Metropolitana durante o ano de 2025. O levantamento aponta que foram registrados 1.505 tiroteios e/ou disparos de arma de fogo em todo o ano de 2025.
Desse total de casos, 44% (662) dos tiroteios aconteceram em ações policiais, que resultaram em 1.212 pessoas mortas, 605 baleadas e outras 313 com algum tipo de ferimento. Em comparação com 2024, quando foram registrados 1.795 tiroteios, houve uma queda de 290 casos (cerca de 16%).
Os tiroteios foram registrados como:
• homicídio/tentativa: 678;
• ação/ operação policial: 662;
• tentativa/roubo: 141;
• disputa: 124;
• briga: 38.
Os dados mostraram ainda um aumento de 82% no número mortes em chacinas policiais e de 61% nos feminicídios/tentativas de feminicídios, também se comparado com 2024.
Em relação aos locais de ocorrência de todos os tiroteios contabilizados, Salvador foi a cidade da Região Metropolitana com maior registro de casos:1.104 dos 1.505 totais, cerca de 73%. O bairro do Beiru/Trancredo Neves lidera os registros com 35 tiroteios, seguido pelo Lobato (31), Mussurunga (27), Fazenda Coutos (26), Federação (26) e Castelo Branco (25).
Quanto ao ranking dos bairros com mais baleados, o Lobato aparece em primeiro lugar com 35 pessoas. Em seguida estão Fazenda Coutos (34), Centro (31), Castelo Branco (28), Mata Escura (23) e Engenho Velho da Federação (23).
Entre as outras cidades da Região Metropolitana, Camaçari foi o município com mais tiroteios, totalizando 123 casos. Por outro lado, Madre de Deus foi a cidade que menos teve ocorrências: apenas duas.
Sobre as vítimas
Do total de 1.525 pessoas baleadas, 1.430 eram adultos, 64 adolescentes, 21 idosos, cinco crianças e três não identificados. Entre as vítimas adolescentes, houve um aumento de 21% em relação ao ano de 2024, sendo 27% do total baleados durante a ação policial.
A pesquisa ainda mostrou que dos 45% baleados que tiveram a cor identificada, 43% eram pessoas negras. Com relação ao gênero, 90% dos baleados foram homens e 8% das vítimas foram mulheres.


