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Médica investigada por suspeita de falsificação de diplomas é solta dez dias após prisão na Bahia

Defesa afirma que provas contra Aline Candice Carlos Magalhães são frágeis e nega participação da cliente em esquema

Por Da Redação
Às

Médica investigada por suspeita de falsificação de diplomas é solta dez dias após prisão na Bahia

Foto: Reprodução / Redes Sociais

A médica Aline Candice Carlos Magalhães, presa durante a Operação Canudo, da Polícia Federal, foi solta dez dias após a prisão. Ela é investigada por suspeita de integrar um grupo envolvido na falsificação e comercialização de diplomas de medicina e outros documentos acadêmicos.

A informação foi confirmada pela defesa da suspeita na sexta-feira (21). Segundo os advogados Bazílio Ignácio Xavier Neto e Joslaine Oliveira dos Anjos, a liberdade foi concedida após pedido apresentado à Vara Federal de Governador Valadares, em Minas Gerais.

Por meio de nota, os defensores afirmaram que as provas contra a médica seriam frágeis e não comprovariam sua participação em falsificações. A defesa também declarou acreditar na inocência da investigada.

Aline foi presa em 12 de agosto, quando a Polícia Federal lançou a Operação Canudo. A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e três de prisão em Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, no oeste da Bahia, e em Montes Claros e Bocaiuva, no norte de Minas Gerais.

A médica passou por audiência de custódia no dia seguinte e teve a prisão inicialmente mantida pela Justiça Federal. Segundo a investigação, ela teria se mudado de São Paulo para a Bahia após concluir o curso de medicina no estado e estaria envolvida no esquema investigado.


Investigação começou em 2023

A investigação iniciou em 2023, depois que o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) identificou um diploma falso apresentado para obtenção de registro profissional e comunicou o caso à Polícia Federal.

O documento teria sido apresentado por uma mulher de 33 anos que exercia a medicina em Cacique Doble, no Rio Grande do Sul. O diploma atribuía a formação ao Centro Universitário Funorte, em Montes Claros, em Minas Gerais, mas a fraude foi identificada durante a análise da documentação.

A partir do caso, os investigadores encontraram indícios de uma rede especializada na produção e comercialização de documentos acadêmicos falsificados.

A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos e pessoas que teriam adquirido ou utilizado os documentos falsificados.

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