Mendonça diz que relatório da PF divulgado por Moraes vazou apurações sigilosas sobre ACM Neto e Rueda
O magistrado sustenta que as informações divulgadas tiveram efeito direto sobre as investigações

Foto: Facebook/Reprodução | Divulgação
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou que o relatório da Polícia Federal divulgado por Alexandre de Moraes expôs decisões sigilosas e prejudicou investigações contra o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda.
A informação consta na decisão de Mendonça que afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, nesta terça-feira (8). Segundo o magistrado, a divulgação prévia dos dados do processos alertou os alvos e comprometeu a eficácia de eventuais operações policiais.
"Revelou-se anteriormente aos potenciais alvos de medidas cautelares e instrutórias a sua potencial realização, frustrando completamente a sua eficácia e prejudicando as investigações”, sustentou Mendonça.
No documento exposto, Moraes avalia que houve uma possível diferença de tratamento de Mendonça a ACM Neto e Rueda, por ter sugerido a separação dos processos de outras suspeitas. O próprio documento ainda fazia uma ressalva sobre o caráter das informações: "está em sigilo, pendente de decisão judicial. O parecer da PGR foi contrário à deflagração de medidas ostensivas nesse momento ”.
O magistrado afirmou,no entanto, que já havia tomado a decisão do caso, sem especificar qual, mas ressaltou a permanência do sigilo.
Mendonça ressalta ainda que o relatório da PF era "apócrifo, sem procedência, autoria e dados de elaboração expressamente indicados, dotado de elevadas abstrações, elucubrações estapafúrdias e julgamentos subjetivos de toda ordem”.



