Mensalidades do ensino superior privado registram queda de 4,23% em 2026
Medicina permanece na liderança de cursos mais caros em instituições privadas

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Os valores das mensalidades dos cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior tiveram queda em 2026, em comparação com 2025, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (22), no Congresso Brasileiro de Educação Superior Particular, no Rio de Janeiro. No geral, as mensalidades das graduações presenciais tiveram queda de 4,3%, enquanto as dos cursos a distância (EAD) recuaram 1,8%.
Os dados são oriundos da pesquisa Cenário de Precificação da Graduação - Brasil 2026, realizada pela Hoper Educação em parceria com a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). O levantamento considera os valores efetivamente praticados pelas instituições, incluindo descontos comerciais e de pontualidade.
O estudo aponta que a mediana nacional das mensalidades presenciais chegou a R$ 835 em 2026, enquanto a educação a distância segue em um patamar menor, com mediana de R$ 214. No ano passado, as medianas eram, respectivamente, de R$ 873 e R$ 218.
Os valores representam o ponto médio da amostra, ou seja, metade das mensalidades praticadas no país é mais cara, e a outra metade, mais barata.
Valores dos cursos
O levantamento mostra que as engenharias presenciais se destacam entre as maiores perdas reais da série histórica, registrando uma mediana que passou de R$ 1.743, em 2016, para R$ 967, em 2026.
A análise dos pesquisadores aponta que cursos tradicionalmente ligados à formação técnica, produtiva e de maior retorno econômico também foram afetados pela retração da demanda, pelo aumento da oferta, pela pressão competitiva e pela migração de modalidade.
O curso de medicina permanece com a maior mensalidade da graduação brasileira. Em 2026, a mediana é de R$ 11,4 mil nas instituições privadas.
Aumento do ensino superior brasileiro
No Brasil, a educação superior privada concentra a maior parte das matrículas. Segundo o Censo da Educação Superior de 2024, havia 8,2 milhões de estudantes matriculados na graduação privada, o que equivale a 80% do total de 10,2 milhões de alunos no ensino superior.
Ao todo, o ensino a distância ultrapassou o ensino presencial, com 5,2 milhões de estudantes matriculados (entre instituições públicas e privadas), contra 5 milhões no ensino presencial.


